O Papa Francisco foi sepultado na manhã deste sábado (26) na Basílica de Santa Maria Maior, em Roma, encerrando um capítulo marcante da história recente da Igreja Católica. A cerimônia, marcada pela simplicidade, refletiu a humildade que caracterizou seu pontificado. Francisco, que faleceu no dia 21 de abril aos 88 anos, vítima de um acidente vascular cerebral seguido de insuficiência cardíaca, havia expressado em testamento o desejo de ser enterrado próximo à imagem da Virgem Salus Populi Romani, de quem era devoto.
Durante três dias, mais de 250 mil fiéis passaram pela Basílica de São Pedro para se despedir do Papa. O funeral, presidido pelo cardeal Giovanni Battista, reuniu líderes religiosos, autoridades e uma multidão de fiéis em um clima de comoção. Após a cerimônia, o corpo foi conduzido pelas ruas de Roma em um papamóvel adaptado até seu local de descanso final, onde uma lápide simples, com a inscrição “Franciscus”, marca seu túmulo.

Sede vacante
Com a morte do pontífice e a declaração da sede vacante, a Igreja Católica se volta agora para o Conclave, que deverá eleger o 267º Papa. O encontro dos cardeais está previsto para ocorrer entre os dias 6 e 11 de maio, podendo ser antecipado caso todos os eleitores estejam presentes. Dos 252 cardeais vivos, 133 têm menos de 80 anos e, portanto, direito a voto. A eleição será realizada na Capela Sistina, sob sigilo absoluto.
O Conclave será presidido pelo cardeal Pietro Parolin, atual secretário de Estado do Vaticano, já que os cardeais decano e vice-decano ultrapassaram o limite de idade para conduzir o processo. Entre os nomes mais cotados para assumir o comando da Igreja estão o próprio Pietro Parolin, reconhecido pela habilidade diplomática; o filipino Luis Antonio Tagle, que simboliza a força crescente do catolicismo na Ásia; o italiano Matteo Zuppi, conhecido pelo trabalho social e pelo diálogo inter-religioso; o guineense Robert Sarah, representante da ala conservadora; e o brasileiro Claudio Hummes, ligado a causas sociais e ambientais e considerado próximo de Francisco.
A expectativa é que o próximo Papa reflita a continuidade das reformas iniciadas por Francisco ou marque uma nova direção para a Igreja em meio aos desafios contemporâneos.