Dra. Terezinha: “gostaria de atuar como 1ª dama, mas não posso abandonar a Saúde”

A primeira-dama e Secretária Municipal da Saúde concedeu entrevista à reportagem do JB sobre o Dia Internacional da Mulher.

por Redação JB Litoral
11/03/2015 17:15 (Última atualização: 11/03/2015)

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JB – A mulher tem conquistando cada vez mais seu espaço na sociedade e na vida pública, como está?

Dra. Terezinha – Creio que há uma evolução da vida da mulher na história e principalmente na vida pública dentro do país. Várias mulheres conseguiram estar no Poder Executivo e uma conseguiu ser eleita presidenta. Falando como secretária de saúde, ser um executivo municipal é muito difícil. Minha área é considerada umas das mais difíceis onde enfrentamos diariamente vários problemas. É um atrás do outro e a cada minuto. É uma tarefa extremamente cansativa, pois precisamos ter informações e conhecimentos. As coisas mudam toda hora. Quando você pensa em uma solução, num instante já mudou novamente. Mas é preciso ter uma boa equipe para fazer o trabalho.

JB – Como conciliar a vida familiar com a pública?
Dra. Terezinha – Estou com 60 anos e a questão familiar fica um pouco mais fácil. Seria muito diferente seu tivesse 30 ou 35 anos. Tenho duas filhas, netos e tudo o que queria de material já conquistei. Agora ser a esposa do prefeito tem seu lado bom e seu lado ruim. Algumas coisas ficam mais fáceis como, por exemplo, a atenção das pessoas. Porém, o outro lado é que algumas pessoas me olham como mulher do prefeito e às vezes atrapalham um pouco a situação por esse motivo. Já passei por isso. De repente tem a parte fácil, às vezes a mesma pessoa tem dificuldade por questões políticas. Ele é o principal agente político no momento e precisa conversar com todos. Ele tem que pensar no município e não no interesse desse ou daquele.

JB – Como é ser primeira-dama e secretária da saúde?
Dra. Terezinha – Estou fazendo tão pouco do que uma primeira-dama deveria fazer. Como estou na saúde, que é uma secretaria tão complexa, sobra pouco tempo e não tenho fôlego para fazer as tarefas de primeira-dama. Estou me aposentando no Estado, tenho que tirar uma licença prêmio e nesses períodos que não tenho que estar como secretária, eu possa ser primeira-dama e aí sim poder fazer as tarefas. Não tenho tempo para fazer as duas coisas ao mesmo tempo. Só aqui, com uma equipe formada, enfrentamos um problema atrás do outro. Se eu for a figura de primeira-dama, para fazer as parcerias com a comunidade, esse envolvimento todo com ONG’s não consigo, hoje não é possível. Preciso ficar na saúde.

JB – Como é a mulher Terezinha Kersten?
Dra. Terezinha- Sou uma mulher de 60 anos, até tento quando sou informada, souber se tudo está correto, se a informação é correta. Tento ao máximo conseguir verificar o justo. Gosto muito de política pública. Eu me importo com todas as mulheres. Já fui obstetra com 50 anos. Então me importo com as mulheres desde o bebê feminino ou masculino na barriga. Também me incomodo com tudo o que é feito contra a mulher. Cuidamos da minha sogra com 96 anos, que mora conosco. Então todas as mulheres de toda faixa etária, merecem o meu respeito.
Educação, saúde e assistência social. São os meus três pilares.

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JB – O que torna o 8 de Março uma data especial?
Dra. Terezinha – É um momento de reflexão sobre os benefícios que a mulher tem obtido com essa conquista, pois só quem sofre um dia é que ganha um data para ser comemorada. A mulher conquistou várias vitórias, especialmente na área dos direitos políticos, como já disse anteriormente. Entretanto, há muito a ser feito para que a mulher receba a maior valorização e respeito. Infelizmente, várias mulheres são discriminadas por diversos segmentos da sociedade.

JB – Deixe suas considerações finais.
Dra. Terezinha – Quero agradecer a oportunidade e finalizar parabenizando todas as mulheres, desde aquela que está dentro da barriga até a mulher de idade mais avançada. Tirar um dia para nós, somente quem sofreu um dia é que ganha esse dia para ser comemorado. Mas a luta pela igualdade tem que continuar.

 

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