Em contrapartida ambiental, Portos do Paraná investe mais de 26 milhões em trapiches no litoral

por Redação JB Litoral
25/01/2021 19:54 (Última atualização: 26/01/2021)

Ilha do Mel recebeu duas unidades novas de trapiches para a embarcação de turistas e moradores

Por Marinna Protasiewytch

Quem visita a Ilha do Mel já conseguiu visualizar as obras dos novos trapiches de Encantadas e Nova Brasília. Os dois atracadouros foram viabilizados, por meio da medida compensatória imposta à empresa pública Portos do Paraná, como contrapartida para obter o licenciamento ambiental da dragagem de aprofundamento do canal do porto e intermediações. O processo é fiscalizado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e Instituto Água e Terra (IAT).

Segundo a empresa investidora, já foram empregados quase dez milhões de reais na primeira etapa do projeto de construção e reforma de trapiches em Paranaguá e Antonina. Em nota, a assessoria de imprensa afirmou que “a execução das obras de reformas e melhorias nos terminais de passageiros e turismo de Encantadas e Nova Brasília, na Ilha do Mel, em Paranaguá, teve um investimento de R$ 9.570.142,42”.

O diretor de meio ambiente da Portos do Paraná, João Paulo Santana, disse ainda que o projeto segue “premissas de durabilidade e baixa manutenção”, para que as estruturas não necessitem de intervenções constantes e possam atender a população de maneira mais adequada.

Conforme publicado na documentação de concessão da licença ambiental, o IBAMA acrescentou como condicionante aos impactos na última etapa de manutenção de dragagem realizada até agora, que teve um investimento superior a 50 milhões de reais, o aprimoramento e construção de mais outras unidades de píeres.

Novas etapas

No dia 5 de janeiro de 2021, o presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia da Silva, assinou mais uma ordem de serviço para que se dê início a outras etapas de reformas e entregas de trapiches, agora também em Antonina. “O contrato já foi publicado e está aguardando a execução. Serão feitos cinco trapiches: dois na Ilha dos Valadares (um no mar de fora e outro próximo à passarela), dois em Antonina (na Ponta da Pita e no Portinho), além do Rocio, que será reformado. O valor do contrato é de R$17.170.807,03”, informou a assessoria de imprensa da Portos do Paraná.

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Projeto prevê, além da reforma, cobertura e iluminação de todas as unidades de píeres construídas pela Portos do Paraná

Para o porto, a realização dessas obras e melhorias é a oportunidade de retorno direto em investimento para aumentar a qualidade de vida e as atividades econômicas da população do litoral do estado: “para as comunidades, é a garantia de que a empresa pública está investindo nos melhores materiais, pensando em construir equipamentos com resistência e durabilidade. As estruturas, como as da Ilha do Mel, estão sendo recuperadas, reforçadas e ampliadas. Além disso, ganham novo sistema elétrico de Iluminação; sistema de drenagem; novos dispositivos de segurança e sinalização; dispositivos de acessibilidade (flutuantes); e dispositivos para auxílio à atividade pesqueira, como estruturas para amarração de embarcações”, anunciou a Portos do Paraná.

População

“Estamos em um momento que temos percebido a retomada do turismo em nossa cidade. O trapiche vai ser um atrativo a mais para eles e irá propiciar aos pescadores artesanais uma melhor oferta de seus produtos, como iscas vivas. Além disso, vai melhorar a possibilidade de saídas e chegadas de barcos com pescadores. Hoje, precisamos, e muito, desta ferramenta para avançar e desenvolver o turismo que parte para o mar”, destacou Monesio Américo Rodrigues, presidente da Associação de Moradores da Ponta da Pita.

Quem vive também do turismo em Antonina, como é o caso dos comerciantes do município, acredita que vai fomentar as visitas à região e, consequentemente, aos estabelecimentos. “A instalação do trapiche é um avanço enorme para a nossa cidade, principalmente para o nosso bairro. A Ponta da Pita é uma área onde dependemos da maré, quando baixa fica inviável chegar até o barco por causa do lodo. Com o trapiche teremos autonomia de ir e vir, favorecendo a pesca local e o turismo náutico”, ressaltou Tatiana Gusso, proprietária do Restaurante Gusso.

O investimento da empresa portuária será ainda maior, já que está prevista a construção de outros seis trapiches nas comunidades de Amparo, Europinha, Eufrasina, Ilha do Teixeira, Piaçaguera e Vila Maciel. De acordo com a Portos do Paraná, assim que o projeto básico for entregue, a execução das obras será licitada e elas poderão ter início.

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