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Magistrados verificam como mudanças no porto afetam relações de trabalho

Por Redação JB Litoral
09/10/2014 09:00 |
Atualizado em 09:00

Um grupo de 22 magistrados do TRT-PR esteve em Paranaguá, 3/10, para conhecer as instalações do porto e saber como as mudanças implantadas pela administração têm impactado nas relações de trabalho de forma a reduzir o ainda elevado número de ações ajuizadas.

Os desembargadores e juízes visitaram a sede da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) e acompanharam a movimentação de trabalhadores no cais público e no Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP).

O diretor-presidente da APPA, Luiz Henrique Dividino fez uma breve exposição sobre as instalações do porto e recentes mudanças realizadas no local. De acordo com Dividino, além da aquisição de equipamentos que tornaram os procedimentos mais ágeis, a APPA tem investido em mudanças operacionais que possibilitaram, por exemplo, o fim das filas de espera dos caminhões.

A procuradora jurídica do porto, Jacqueline Andréa Wendpap, manifestou a preocupação da entidade em adaptar as condições de trabalho e reduzir o número de ações trabalhistas, que ainda é alto, mas, de acordo com ela, decrescente.

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À tarde, os magistrados se reuniram com o procurador-chefe do Ministério Público do Trabalho (MPT), Gláucio Araújo Oliveira, e discutiram os problemas mais frequentes relacionados às atividades portuárias. O tema de destaque foi a dupla jornada, que motiva o ajuizamento de grande parte das ações com pedidos de pagamento de horas-extras nas Varas de Paranaguá.

Na ocasião, o procurador-chefe do MPT ressaltou que quando os trabalhadores duplicam a jornada, deixando de observar o intervalo mínimo de 11 horas entre os turnos, acabam prejudicando o sistema de rodízio pelo qual são escalados os trabalhadores avulsos.