Moradores na Ilha do Mel pedem justiça pela morte de Nado Valentim; veja os vídeos

por Maisy Pires
01/02/2021 19:25 (Última atualização: 01/02/2021)

Cerca de 150 pessoas participaram do ato. (Foto: Maisy Pires/JB Litoral)

A morte brutal do morador na comunidade Encantadas, na Ilha do Mel, em Paranaguá, Reinaldo Valentim, conhecido como Nado, revoltou familiares e amigos da vítima. No dia 27 de dezembro de 2020, Nado foi agredido com socos e chutes por Ian Matthews Rosano Matiussi, de 19 anos, e entrou em óbito antes que pudesse receber os primeiros socorros.

Neste domingo (31), 36 dias após o crime, moradores da região realizaram uma manifestação pedindo justiça. O ato, que começou em frente ao trapiche, reuniu mais de 150 pessoas com faixas e cartazes.

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Vídeo: Maisy Pires/JB Litoral

Segundo a sobrinha de Nado, Jhenifer Valentim, a manifestação foi organizada pela comunidade. “Ele merece essa homenagem, pois era uma pessoa muito querida por todos. Toda a comunidade se envolveu, fizemos camisetas, cartazes. Estamos chocados e tristes porque a ilha é um lugar de paz, nunca aconteceu um crime com tamanha violência, principalmente contra uma criança, pois ele era uma criança em corpo de adulto”, disse Jhenifer. “Queremos justiça. Nosso principal pedido é que a justiça seja feita”, completou.

Vídeo: Maisy Pires/JB Litoral

Assassino segue preso

Ian foi preso por uma equipe da Guarda Civil Municipal. Ao ser abordado, ele contou que havia agredido uma pessoa, que estava caída na praia, mas não informou o que teria motivado a violência.

Natural de Guarulhos, São Paulo, ele estaria visitando a Ilha do Mel e está preso desde o dia 28 de dezembro. O advogado de acusação, Giordano Sadday Vilarinho Reinert, disse ao JB Litoral que a audiência de instrução de julgamento do processo acontecerá no começo de abril.

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“No começo de abril acontecerá a audiência de instrução de julgamento, onde serão ouvidas as testemunhas de defesa do Ian e duas testemunhas de acusação, inclusive sigilosas, que estavam no local do crime”, contou Giordano.

Segundo o advogado, a acusação espera que o acusado seja julgado em júri popular. “Esperamos que haja júri popular, onde a conduta do Ian seja julgada por 7 jurados de Paranaguá”, completou.

Habeas Corpus negado

No dia 15 de janeiro deste mês, os Desembargadores integrantes da Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, por unanimidade de votos, negaram o pedido de Habeas Corpus impetrado pela defesa de Ian. “Como visto, bem justificada a prisão preventiva do paciente, não há razão, neste momento, para autorizar a sua soltura. Nenhuma ilegalidade exsurge do decreto prisional ou da decisão que o manteve”, diz a decisão”.

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