Após anúncio de reforma, ginásio do CAIC continua interditado e perigoso


Por Redação JB Litoral

  Mais de um mês após o prefeito de Paranaguá Edison de Oliveira Kersten (PMDB) autorizar o início da reforma na escola municipal de educação infantil e ensino fundamental professora Rosiclair da Silva Costa que faz parte do Centro de Atenção Integral à Criança e ao Adolescente (CAIC), a obra segue a “passos de tartarugas”. O local foi interditado após a estrutura metálica da cobertura colocar em risco a vida de alunos e professores. Abandonado, o ginásio virou abrigo para usuários de drogas e vândalos que ao longo dos anos vem tomando conta do local.

  Banheiros destruídos, fezes de pombo pela quadra, buracos na cobertura, além de ferrugens na estrutura que suporta a cobertura metálica. Neste estado o Caic permanece sem previsão de reforma. De acordo com a prefeitura, o prédio atende mais de 700 alunos do pré-escolar ao 5º ano. A reportagem do JB esteve no local e registrou a presença de funcionários da empresa Arte Múltipla, que venceu a licitação para manutenção dos prédios municipais. Porém, de acordo com a direção da escola, em um mês apenas foram colocados tapumes para que as obras se iniciem.

“A situação não passou disso. Segundo os próprios funcionários, eles estão aguardando o material necessário para que seja iniciada a tão esperada reforma. Além disso, no ginásio terá que ser construído o muro ao redor do complexo e outras reformas no prédio da escola, visando à adequação da estrutura para que possamos melhor atender os nossos alunos e oferecer condições dignas de trabalho aos profissionais que aqui trabalham”, ressaltou a diretora Tirza Cunha Pires.

   De acordo com a diretora, na gestão anterior, foi realizada a limpeza e pintura da quadra, mas nada foi feito em relação à estrutura, situação que levou a interdição do ginásio.“Há muitos anos não permitimos que nossos funcionários e alunos entrem no ginásio. Além do perigo em relação ao problema acima citado, nossos alunos convivem diariamente com a presença de estranhos que fazem uso de drogas e chegam ao cúmulo de praticar sexo à luz do dia diante de toda comunidade escolar”, relata ela.

  Para ter a atenção das autoridades sobre o problema, a direção da escola precisou enviar dezenas de ofícios à secretaria municipal de Educação e Ensino Integral (Semedi) e divulgar o problema nas redes sociais. “Durante todos esses anos, foram dezenas de ofícios enviados a SEMEDI sem respostas ou soluções apresentadas. No final do ano passado, organizei todas as cópias dos documentos solicitando e relatando a situação, fiz mais um relatório e enviei cópias para o prefeito, para a SEMEDI, para o Conselho Municipal de Educação de Paranaguá (COMED) e para a presidente do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (FUNDEB). Esta última encaminhou o relatório ao Ministério Público. No início deste ano fui chamada ao Ministério Público e informada que a prefeitura havia recebido a ordem para enviar uma planilha ao MP e que o problema deveria ser resolvido dentro de um prazo determinado”, destacou.

Obras no ginásio

  De acordo com a prefeitura, engenheiros do município já realizaram o levantamento das necessidades da escola e definiram as ações a serem tomadas. O ginásio de esportes e o muro lateral serão os principais focos das obras, além de reformas externas e internas no prédio. Além disso, serão feitas limpeza, repintura e reposição das placas em acrílico da cobertura e das laterais, reposição de vigas estruturantes e reposição dos portões de abertura do ginásio. Na parte interna será feita a reposição de pisos em cerâmica, consertos no sistema elétrico e reposição de cubas e pias nos banheiros, dentre outros serviços.

 

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