Cortantes e quase invisíveis, linhas com cerol e linha chilena continuam provocando acidentes graves durante a temporada de pipas no Paraná. Com o aumento dos ventos e da prática da brincadeira em várias cidades, o Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) reforçou o alerta sobre os riscos do material, proibido no Estado.
Motociclistas e ciclistas estão entre as principais vítimas desse tipo de ocorrência, já que muitas vezes a linha atravessa ruas e avenidas sem ser percebida.

Linhas possuem alto poder de corte
O cerol é produzido tradicionalmente com cola e vidro moído. Já materiais como linha chilena e linha indonésia são industrializados e possuem substâncias abrasivas ainda mais perigosas, aumentando significativamente o poder de corte.
Algumas versões também utilizam partículas metálicas, o que amplia os riscos de acidentes elétricos ao entrar em contato com fios da rede de energia.
Recentemente, um ciclista ficou gravemente ferido em Curitiba após ser atingido no pescoço por uma linha cortante enquanto trafegava pela cidade. Em outro caso, uma coruja precisou ser resgatada depois de ficar presa em uma linha de pipa e sofrer ferimentos em uma das asas.
No Paraná, o uso, transporte, fabricação e comercialização de linhas cortantes são proibidos pela Lei Estadual nº 20.264/2020. Além de multa, os responsáveis podem responder criminalmente em casos de acidentes com feridos ou mortes.
O que fazer em caso de acidente com cerol
Em casos de cortes leves provocados por linhas cortantes, a orientação é lavar o ferimento com água e sabão e fazer um curativo simples para evitar infecções.
Já em situações de sangramento intenso, o recomendado é pressionar o local com um pano limpo ou toalha para tentar conter o sangue até a chegada do socorro. A vítima também deve ser mantida calma e evitar movimentos bruscos.
O Corpo de Bombeiros alerta que cortes na região do pescoço exigem atendimento imediato, já que podem atingir artérias importantes e provocar hemorragias graves.
Em casos mais sérios, o Corpo de Bombeiros deve ser acionado pelo telefone 193. Se houver risco no trânsito, a Polícia Militar também pode ser chamada pelo 190.