Defensora dos direitos femininos fala sobre o machismo como causador da violência contra as mulheres


Por Redação
Campanhas de conscientização acontecem no Brasil e no mundo com o intuito de alertar as mulheres em situações de vulnerabilidade diante de ataques de violência, sobre a importância de denunciar o agressor. Foto: Policia Civil/ Divulgação.

Nesta sexta-feira (25) comemora-se o Dia Internacional para a Eliminação da Violência Feminina. Com a data, muitas campanhas de conscientização acontecem no Brasil e no mundo com o intuito de alertar as mulheres em situações de vulnerabilidade, diante de ataques de violência, sobre a importância de denunciar o agressor.

De acordo com a advogada Rolse de Paula, defensora dos direitos femininos, mesmo com tantas práticas em torno da causa, as porcentagens de violência feminina se mantêm em níveis alarmantes.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Paraná, foram mais de 28 mil casos de violência doméstica durante o primeiro semestre de 2022. Nesse mesmo período, segundo o Tribunal de Justiça do Paraná, foram solicitadas mais de 20 mil medidas protetivas de urgência. Infelizmente, ainda é muito grande o número de casos de violência contra as mulheres, principalmente doméstica”, explica.

Por esse motivo, intensificar as lutas pelos diretos humanos e pelo fim do machismo são exercícios de cidadania que colaboram rumo a diminuição da violência contra a mulher. Para a advogada, a violência ainda é alta devido o machismo ser algo predominante na sociedade, além da falta de um ambiente propício com estruturas adequadas para que as mulheres tenham entendimento sobre a verdadeira força que possuem e, assim, consigam lutar por seus direitos.

Respeito aos direitos humanos

Rolse comenta sobre um dos casos que já atendeu relacionado à violência contra mulheres. Além da vítima sofrer maus tratos físicos, era mantida presa em casa. “O marido procurou tirar a tranquilidade da esposa de todas as maneiras. Não apenas sendo violento com ela, mas fazendo com que ela ficasse privada de qualquer tipo de infraestrutura, inclusive financeira, mantendo-a em cárcere privado”, conta.

A advogada ressalta que o respeito aos direitos humanos é algo que todos podem colocar em prática. “Lutar pelo fim dos preconceitos e por um basta à violência contra as mulheres são ótimos exercícios de cidadania. São atividades que podem ser transmitidas aos mais jovens, a fim de que todos os esforços não sejam esquecidos”, destaca. Caso você seja uma vítima de violência doméstica ou conheça alguma mulher que está sofrendo nessas condições, pode procurar as delegacias de polícia, Polícia Militar, Ministério Público, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Defensorias Públicas, Poder Judiciário e, também, os órgãos que o poder público institui com atribuição de preservar o bem-estar e os direitos da população feminina, como a Procuradoria Especial da Mulher da Câmara de Paranaguá. As denúncias também podem ser feitas por ligação para o 190, 180, ou disque denúncia 181, lembrando que o sigilo é absoluto.

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