
Postagem que gerou em polêmica nas redes sociais, de crianças se esgueirando pelo muro da escola municipal Randolfo Arzua, para escapar da calçada tomada pela lama, mostrou o drama diário que vive alunos e professores, no bairro da Vila Portuária, em Paranaguá.
No texto da postagem, feita com fotos do início de fevereiro, quando ocorreram as enchentes na cidade, segundo Gael Antunes, o pedido para que o prefeito Marcelo Elias Roque (PV), ver como se encontrava a entrada da escola Randolfo e que fossem tomadas providências.
| “Gostaria de pedir por nossos filhos que estão convivendo com esta situação. Entram na escola com o pé que é só lama, depois tem que conviver com este mau cheiro e nem um ventilador na sala tem. Uma vergonha. Transferiram o colégio Costa e Silva para o Randolfo e agora tem duas escolas em uma só. Estamos indignados com isso, disseram que iam reformar o colégio e até agora nada”, diz a postagem. |
A postagem cobra ainda da prefeitura o início das obras no Colégio Costa e Silva, que fica na entrada do bairro do Rocio.
|
Por favor, sei que não está sendo fácil para você, mas peço sua ajuda. Olhe por nós, só queremos o melhor as nossas crianças e desde já agradeço. Vamos compartilhar até chegar ao prefeito e a TVCI, queremos nosso direito de termos o colégio digno aos nossos filhos”, é o apelo que traz a postagem. |
A internauta Camila Noemi cobrou também o outro lado da calçada na rua da Fospar, cobrando o fato de ninguém mostrá-la. Da mesma forma, o internauta lembrou ao vereador Thiago Kutz (PRB), que entrou no debate, que esta situação de fevereiro, de janeiro, a de agora de abril é de muitos anos, alegando que nada mudou e que está bem pior.
“A podridão se acumula pelos dejetos de uma escoação de safra do super porto inimigo de Paranaguá, sobretudo da população vizinha da rodovia Bento Rocha que, a cada dia vítima, nossos irmãos e fere a dignidade de cada um de nós parnanguaras”, disparou o internauta.
JB constatou situação calamitosa
No sábado (8) a reportagem do JB esteve na escola e constatou que a situação ainda é pior do que mostrada nas redes sociais. Na rua que dá acesso à entrada do Colégio, o esgoto a céu aberto está vazando na sarjeta e o bueiro que fica diante da porta de entrada, está completamente entupido. Ao lado de uma das manilhas que limitam o acesso de veículos grandes, existe mais água de esgoto acumulada e outras poças no lado oposto. O resíduo da poda feita pela prefeitura, no mato do interior do Colégio continua depositado na calçada. No interior do estabelecimento também existe água empossada e uma grande quantidade de lixo acumulado não recolhido pela Paviservice continuava nos latões e em sacos plásticos.
Na rua que dá acesso à Fospar, a reclamação da internauta Camila Noemi é coberta de razão. Mais água empossada e de esgoto estão acumuladas e, em uma delas, a cor verde é predominante em toda sua extensão. A calçada que dá acesso à escola está completamente fechada pelo denso matagal que faz divisa com o muro da instituição de ensino. O que mostra que a poda aconteceu apenas no interior da escola e não em seus arredores.
Nesta semana o JB irá procurar a Secretaria Municipal de Educação em Tempo Integral (Semedi) para saber as providências que serão tomadas para melhorar a condição da escola.