Pesquisa feita por professor aponta infestação de ratos em Paranaguá


Por RPC e G1 Paraná

Uma pesquisa realizada por um professor em Paranaguá, no litoral do Paraná, apontou que a cidade está infestada de ratos.

De acordo com o levantamento, feito em 80% da área urbana, existem, proporcionalmente, 17 ratos para cada morador paranaguense. O número é quase quatro vezes maior do que o tolerado pelas autoridades sanitárias para cidades portuárias.

O professor Francisco de Souza afirma que percorre a cidade em busca dos roedores há cinco anos. A contagem, parte de uma tese de mestrado, leva em consideração o número de tocas de ratos, método estabelecido pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa).

Em cada toca, existem entre 16 e 22 ratos, segundo a própria Funasa.

Na literatura que pesquisei, em cidades portuárias seria aceitável haver cinco ratos para cada habitante. Não é comum ver roedores durante o dia, pois eles têm hábito noturno. Quando aparecem durante o dia, isso é um sinal de infestação.”

A explicação para a infestação é que a cidade oferece grande quantidade de alimento para os roedores, quase sempre grãos derrubados de caminhões que seguem para o porto.

Em virtude da situação, a direção do Porto de Paranaguá passou a manter ações rotineiras para evitar que os ratos se alastrem ainda mais. Desde 2012, armadilhas com veneno foram instaladas no pátio dos caminhões, cujo chão é varrido diariamente por máquinas.

Doenças

Os ratos também se alimentam do lixo descartado nas ruas e, por isso, acabam se espalhando pelos bairros. O maior perigo é que esses animais podem transmitir até 30 doenças aos seres humanos.

A mais conhecida é a leptospirose, transmitida por meio da urina dos roedores. Os sintomas incluem febre alta, dores no corpo, amarelamento dos olhos e urina escura. Neste ano, sete casos da doença foram confirmados em Paranaguá.

“A gente precisa estar consciente de que qualquer pequeno lixo pode se juntar a outros, formando um lixão, que se torna abrigo e fonte de alimento. É algo que depende da conscientização e da colaboração de cada pessoa”, comenta a médica Lúcia Rodrigues.

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