Na última quinta-feira (27), enquanto várias equipes da Segurança Pública, entre elas a Polícia Civil e Polícia Científica, faziam buscas no entorno da casa onde morava a diarista Sandra Mara Camargo da Silva, 49 anos, no bairro Jacarandá, em Pontal do Paraná, havia a expectativa de que algo fosse encontrado que ajudasse a levar ao paradeiro de Sandra.
Neste sábado (1º), três delegados da Polícia Civil do Paraná (PCPR), concederam uma entrevista coletiva para dar esclarecimentos a respeito do caso, passados 77 dias desde o desaparecimento da mulher, que completará 50 anos de idade no próximo dia 23.

A INVESTIGAÇÃO
Atual responsável pela investigação, a delegada Natália Nichel, detalhou os avanços mais recentes do inquérito policial.
“Só no dia 27 de fevereiro, a última quinta-feira, nós passamos 8 horas dentro da mata. Foram 5 km mata a dentro. É uma mata extremamente difícil, densa, fechada. E, infelizmente, a desaparecida ainda não foi localizada”, disse durante a entrevista coletiva concedida na delegacia de Matinhos.
“Também ouvimos diversas pessoas. Um suspeito foi preso e, hoje, só no inquérito policial, a gente tem 10 relatórios de investigação”, completou a delegada ao mencionar a prisão do companheiro de Sandra Mara, Aleandro Lourenço de Barros, 33 anos, detido desde o dia 19 de fevereiro. Aleandro e Sandra mantinham um relacionamento desde 2021.
“TOTAL PRIORIDADE”
O delegado Rodrigo Brown, coordenador operacional do Verão Maior Paraná, ressaltou que o caso é tratado com prioridade, mas que mais detalhes não podem ser revelados, uma vez que o processo corre em segredo de justiça.
“Quando nós tivemos a certeza de que era um desaparecimento mais grave, não esses, como a gente acompanha normalmente, que a pessoa some uns dias e acaba retornando, passaram-se a ser feitas todas as diligências legalmente possíveis para localizar ao paradeiro da Sandra Mara. Todas as informações têm sido checadas imediatamente e tivemos um pouco de não divulgação para preservar a investigação e também pela decretação do sigilo judicial pela vara criminal de Pontal do Paraná”, destacou Brown.
Sobre a cobrança de parentes e comentários nas redes sociais sobre a suposta demora da polícia em dar respostas a respeito do desaparecimento de Sandra Mara, o delegado reforçou que a PCPR está trabalhando para solucionar o caso.
“Vocês podem ter certeza de que para nós é uma situação muito importante, de total prioridade e que está sendo tratada com extrema seriedade desde o começo. Eu tenho acompanhado pessoalmente as diligências, estivemos ali logo depois que ela sumiu, conversando com o investigado, com as pessoas que ali residem. Retornamos há dois dias para mais buscas, mas trata-se de um terreno é extremamente complicado”, completou o coordenador.
O CASO
Sandra Mara desapareceu em 13 de dezembro de 2024, depois de sair de uma panificadora, em Matinhos, onde trabalhava três dias por semana. Câmeras de segurança registraram o momento em que ela deixou o estabelecimento e, em seguida, passando de bicicleta no caminho para casa. Mas, depois disso, não foi mais vista. O primeiro Boletim de Ocorrência que deu conta do desaparecimento da diarista foi registrado por uma amiga dela. Sandra tem três filhos e três netos, mas todos moram fora da região, no oeste do Paraná e também no Rio Grande do Sul.