Primeiras peças da nova fábrica da Klabin são descarregadas


Por Redação JB Litoral

As peças da nova fábrica da Klabin (Projeto Puma), em Ortigueira, região dos Campos Gerais do Paraná, começam a chegar pelo Porto de Paranaguá. Os 79 volumes, que foram descarregados no final da tarde desta terça-feira (2), vieram da Finlândia e compõem apenas a primeira remessa. Essa chegou a bordo do navio BBC EMS, que atracou ontem à tarde e partiu já no início desta quarta-feira (3).

São peças de vários tamanhos que pesam, no total, 619 toneladas. Antes de seguir para a unidade, devem permanecer no Porto – no pátio em frente ao berço 208 – por cerca de duas semanas, para desembaraço aduaneiro.

“Ficamos muito felizes em começar a receber essas peças, pois o projeto Puma trará impacto positivo direto aqui em Paranaguá. Afinal, estamos descarregando as primeiras peças e, quando a unidade estiver produzindo, faremos também a exportação da primeira e de muitas cargas de celulose para o mundo”, afirma o diretor empresarial da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Lourenço Frogonese.

Cargas – Como informou a Klabin, os equipamentos descarregados no Porto de Paranaguá são parte do digestor para linha de cozimento; rosca transportadora do pátio de madeira; duas torres de armazenamento de madeira; e materiais para fundação.

Segundo a empresa, outras remessas estão em trânsito e devem chegar ainda este mês, entre os dias 10 e 19. Novos carregamentos destinados ao Projeto Puma também já estão previstos para o início de 2015. Além da Finlândia, as peças virão da China, Alemanha, Estados Unidos e Suécia.

Projeto – A unidade de Ortigueira terá capacidade de produção de 1,5 milhão de toneladas de celulose, sendo 1,1 milhão em fibra curta (para exportação) e o restante de fibra longa (parte para abastecer o mercado interno). A nova fábrica que está sendo desenvolvida no Projeto Puma prevê ainda Ramal Ferroviário, ligando a unidade e a ferrovia central do Paraná, por onde será escoada a produção diretamente até o Porto de Paranaguá.

A fábrica está sendo instalada em uma área de 200 hectares. A pedra fundamental foi lançada em março deste ano; um investimento de R$ 5,8 milhões. A previsão é que seja inaugurada em 2016.

Operação – A operação da carga da Klabin, no Porto de Paranaguá, foi realizada pelo TCP LOG, área do Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP) especializada em soluções de logística integrada. Segundo a empresa, em nota, “a área de cargas de projeto está sob responsabilidade do TCP LOG desde junho do ano passado. Neste tempo, já operaram diferentes clientes e tipos de operação (importação, exportação e operação de navio). O TCP é o operador portuário dos armadores Grimaldi e BBC, que correspondem, juntos, a 75% do volume de mercadorias de cargas projeto movimentadas em Paranaguá”.

Ainda de acordo com o TCP, “a atuação em cooperação com a Appa, no cais público, iniciou neste ano, a partir de maio, com exportação de madeira (break bulk) e rodantes (colheitadeiras e implementos). Hoje, a operação está diversificada, bem como o portfólio de clientes, que variam desde o segmento da madeira, siderurgia e implementos agrícolas”.

Sair da versão mobile