O futuro do porto é a sobrevivência da cidade

por Redação JB Litoral
26/01/2015 12:00 (Última atualização: 26/01/2015)

Já teve quem dissesse que quando o porto espirra, toda cidade fica doente. Sem exageros o eufemismo é válido na medida em que cidades portuárias sobrevivem da massa salarial dos seus trabalhadores e dos investimentos daqueles que operam na faixa portuária. E Paranaguá não é diferente. As constantes mudanças nas regras da movimentação portuária e da política de modernização dos portos nos últimos anos, tem sido motivo de preocupação da comunidade portuária e dos trabalhadores. Com pouco mais de 20 anos a Lei 8630/93 que não chegou ser 100% regulamentada e tampouco cumprida se foi e deu espaço para uma 12.815/13 tão sutil como o bote de uma serpente.
Agora é a vez do novo traçado da poligonal do porto de Paranaguá, definida pela Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina e um grupo de trabalho, logo após o encerramento do processo eleitoral que reelegeu Beto Richa (PSDB) e Dilma Rousseff (PT).
Nesta poligonal será possível ilhar o porto Dom Pedro II na área de porto organizado, condenar trabalhadores ao desemprego e quebrar importantes operadores portuários, que tanto investiram em seus terminais. Afinal, ficarão livres a obrigação imposta pela 12.815 de contratar mão de obra avulsa, os portos de Antonina, no caso o Terminal Privativo da Ponta do Fêlix e os futuros portos de Pontal do Paraná e do Embocui. O porto público será mantido, mas como competir com o privado que poderá oferecer serviços com o custo portuário cerca de 30% a 60% mais barato? No último dia 15 deste mês, 13 empresas assinaram uma Carta Aberta na Aciap, condenando e cobrando a Secretaria Especial de Portos transparência e prazo neste processo de mudança da poligonal, mas em momento algum A Carta Aberta se cobrou absolutamente nada da Appa, que foi a autora da nova poligonal. O presidente do CAP pediu ao diretor presidente que lute por mais prazo junto a SEP e ainda não soubemos a resposta.
Mais que pedir, num momento deste, precisamos de união de todos os segmentos, autoridades e de toda população para mudar o destino que desejam impor para nossa cidade e nossa gente. A hora é de lutar.

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