Toda e qualquer empresa só investe em algo quando o retorno financeiro do investimento será maior do que o montante inicial dispendido. Essa é uma regra básica seguida tanto pela iniciativa privada quanto pelas instâncias públicas.
Por exemplo, as prefeituras contratam festas, com suas atrações musicais, ou promovem outros eventos, como feiras e festivais, quando têm a certeza de que o retorno financeiro e social desses investimentos é garantido.
E sempre tem as ferramentas que conseguem mensurar esse desempenho. Os resultados são divulgados como uma forma de demonstrar isso para a sociedade.
Tomemos como um exemplo prático o “Verão Maior Paraná” de 2025. Segundo divulgou o Governo do Estado, impulsionou significativamente a economia do Litoral, com um impacto econômico de R$ 152,9 milhões no Produto Interno Bruto (PIB) e a geração de 2.335 empregos.
Ainda de acordo com o Governo, o evento atraiu mais de 4 milhões de turistas e a ocupação hoteleira chegou a 90% em alguns municípios. O comércio local também lucrou mais: registrou um aumento de até 20% no faturamento, segundo a Associação Comercial e Empresarial de Matinhos (Acima).
Agora, vamos ao caso da Portos do Paraná, a nossa empresa pública que administra os Portos de Paranaguá e Antonina. Nós a desafiamos a demonstrar quais os retornos práticos de patrocinar eventos que só servem, basicamente, para fazer networking.
Há quem diga que é por meio desses eventos que novos negócios podem surgir, que grandes clientes podem ficar sabendo da existência de um dos maiores terminais do Brasil. Mas como? Indo em congresso e vendo a logomarca da Portos? Ou recebendo um souvenir, quem sabe uma canetinha?
A sociedade tem o direito de saber qual foi o retorno financeiro dos mais de R$ 1 milhão investidos em apenas três cotas de patrocínio da Portos do Paraná para eventos do setor portuário. Por que esses resultados nunca foram divulgados? Qual é, de fato, a vantagem de participar desses encontros — além das viagens e dos troféus simbólicos que se traz na bagagem?
Quando — e se — houver essa mensuração, seremos os primeiros a divulgar. Afinal, se houver benefícios reais para a região, trata-se de uma notícia relevante, que sempre merecerá espaço em nossas páginas.