Editorial: Entre um atoleiro e outro, nova esperança surge para a Estrada de Guaraqueçaba


Por Redação

Em pleno mês da padroeira do Paraná, temos fé e rogamos à Nossa Senhora do Rocio que interceda pelos moradores de Guaraqueçaba. Só assim, com esse reforço divino, poderemos ver a pavimentação da PR-405 — a Estrada de Guaraqueçaba — tratada com seriedade e a vontade política de quem tem a caneta na mão.

Nesta edição, trazemos mais um capítulo da novela que todos torcem por um final feliz, mas que se arrasta há várias gestões. Em março, o governador Ratinho Junior anunciou a possibilidade de contratar uma empresa para elaborar o anteprojeto da pavimentação e os estudos necessários às licenças ambientais. Desde então, nada mais foi informado.

Fomos atrás e descobrimos que uma licitação está marcada para dezembro, no apagar das luzes de 2025, com valor próximo a R$ 9,3 milhões. Mas o curioso não é apenas a demora de quase nove meses entre o anúncio e o processo licitatório; o destaque vai para o fato de que será o segundo pregão realizado. O primeiro, em junho, contou com diversas empresas interessadas, mas todas deixaram de atender aos requisitos, e a licitação fracassou. Algo pouco comum, já que o mais frequente é a licitação ficar deserta por falta de empresas interessadas.

Nesta, foram cinco as candidatas a levar adiante essa primeira etapa rumo à pavimentação e ao fim do isolamento dos moradores. Estranhamente, sem que os detalhes tenham sido divulgados, nenhuma “passou no teste”. Resultado: um novo pregão, marcado para dezembro, com custo maior para o Governo, R$ 620 mil a mais.

Haverá tempo hábil para realizar o processo? As novas interessadas vão cumprir os requisitos? Uma ganhará e o contrato será homologado? 

São muitas as perguntas e os guaraqueçabanos só precisam de uma resposta: quando terão, finalmente, seu direito de ir e vir garantido. Eles merecem e o governo pode fazer. Uma gestão que vai deixar os marcos históricos das pontes, das rodovias duplicadas e do Moegão, devia também priorizar esses 80 km que vão mudar a vida de uma cidade inteira. Que vão permitir que se chegue mais saúde, mais educação, mais turistas e, com eles, mais recursos, não só para Guaraqueçaba, mas para

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