Patrulha Maria da Penha prende suspeito de estuprar e manter ex-mulher em cárcere privado

por Redação JB Litoral
27/02/2019 14:30 (Última atualização: 27/02/2019)

Um homem de 29 anos foi preso por agentes da Guarda Civil Municipal que integram a Patrulha Maria da Penha em Paranaguá, no último fim de semana, acusado de agredir, estuprar e manter em cárcere privado a ex-companheira. A identidade do suspeito não foi divulgada, para não expor a vítima, que tem 44 anos.

Conforme as informações que foram repassadas pelos agentes que participaram da prisão, na sexta-feira, 22, por volta das 14 horas, a vítima procurou academia de Formação, Ensino e Capacitação da GCM, na Rua Maneco Viana, Raia, relatando que, durante a madrugada, seu ex-companheiro, o qual não se conformava com o fim da relação, ao encontrá-la nas imediações de um supermercado no Palmital, encostou um objeto pontiagudo em seu corpo, exigindo que o acompanhasse até a casa dele.

A mulher relatou que ao chegar na moradia, que fica próxima da academia, passou a ser agredida com socos em sua face que resultaram em várias lesões, e que, devido a violência que sofreu, acabou desmaiando e quando acordou percebeu que estava sem roupas.

Ela disse que só durante a tarde conseguiu sair da casa e, então, procurou a ajuda da GCM. De imediato os agentes da Patrulha Maria da Penha foram acionados e se deslocaram até a residência do suspeito, mas ele não foi encontrado.

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Devido as lesões provocadas pelas agressões, principalmente no olho esquerdo, a mulher foi encaminhada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde ela acabou se deparando com o agressor, o qual foi até a unidade de saúde com um ferimento na perna, após se envolver em uma briga com um irmão.

Depois da consulta médica, o rapaz acabou preso e foi conduzido à 1ª Subdivisão Policial de Paranaguá, onde acabou autuado pelos crimes de lesão corporal, cárcere privado e estupro, ficando recolhido no setor de carceragem à disposição da Justiça.

A vítima foi encaminhada da UPA para o Hospital Regional do Litoral e orientada a realizar exames no Instituto Médico Legal. Durante o atendimento, a mulher contou aos guardas municipais que, após a separação, passou a ser perseguida pelo rapaz, o qual sempre a agredia quando a encontrava sozinha.

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