Uma denúncia de estupro de vulnerável envolvendo dois adolescentes de 13 anos gerou divergência entre o relato da vítima e a versão oficial da Prefeitura de Matinhos. A jovem, aluna da classe especial, afirmou à polícia que o abuso ocorreu durante o intervalo escolar, dentro da Escola Municipal Wallace Thadeu de Mello e Silva. Já o município informou que a estudante não estava presente na escola na data mencionada.

Segundo a Polícia Militar do Paraná, a ocorrência foi registrada na manhã de terça-feira (24), após a adolescente ser encaminhada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do balneário Praia Grande.
Em relato aos policiais, a adolescente, que estava acompanhada da mãe e da avó, declarou que o fato teria ocorrido na segunda-feira (23), por volta das 10h, durante o intervalo escolar. Conforme a denúncia, um colega de classe, também de 13 anos, a teria levado à força até um banheiro e cometido o abuso. O ato não teria sido presenciado por outras pessoas.
Inicialmente, a jovem apresentou quadro de vômito e, após demonstrar inquietação, revelou o ocorrido aos profissionais de saúde. Familiares informaram que ela realiza acompanhamento psiquiátrico há cerca de seis anos em Curitiba.
A Polícia Civil do Paraná e o Conselho Tutelar foram acionados. As partes foram encaminhadas à Delegacia Cidadã de Matinhos, onde o caso passou a ser investigado.
O JB Litoral entrou em contato com a diretora da instituição. Ela desligou o telefone ao ser informada de que se tratava do jornal e não respondeu às mensagens enviadas via WhatsApp. O espaço permanece aberto para manifestação.
Nota da Prefeitura
Em nota oficial, a Prefeitura de Matinhos, por meio da Secretaria Municipal de Educação, informou que, após análise dos registros da Escola Wallace de Mello, a aluna não compareceu à unidade nos dias 23, 24 e 25 de fevereiro. O último registro de presença teria sido no dia 20.
Diante disso, o município declarou que a informação de que o fato teria ocorrido nas dependências da escola “não procede”.
A administração municipal afirmou ainda que, independentemente do local, equipes de assistência social e pedagógica estão à disposição para prestar apoio à adolescente e à família, e que o município segue colaborando com as autoridades para o esclarecimento dos fatos.
Em nota enviada ao JB Litoral, a Polícia Civil informou que está investigando o caso. “Todos os envolvidos e testemunhas serão ouvidos na unidade policial a fim de esclarecer o ocorrido”.