Cidade Segura: Secretário de Segurança discute novas ações de combate ao crime no Litoral


Por Diogo Monteiro

O secretário estadual da Segurança Pública do Paraná, coronel Hudson Leôncio Teixeira, esteve em Paranaguá nesta segunda-feira (2) para encerrar a agenda das reuniões de análise criminal realizadas em todas as regiões do estado. O encontro contou com a presença das forças de segurança do município e teve como objetivo discutir ações de combate à criminalidade e fortalecer o programa Cidade Segura.

REUNIAO SEC SEGURANÇA HUDSON (1)
1/9 Reunião de planejamento do programa Cidade Segura no Litoral. Foto: Diogo Monteiro/JB Litoral
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“Concluímos as reuniões de análise criminal no estado. Realizamos encontros em todas as regiões e encerramos nesta semana aqui no Litoral, reunindo delegados de polícia, comandantes da Polícia Militar, representantes da Polícia Penal, da Polícia Científica e todos os envolvidos na segurança pública”, afirmou o secretário.

Durante os encontros, foram analisadas as motivações dos crimes ocorridos em 2024, além da identificação de boas práticas adotadas pelas forças de segurança que contribuíram para a redução dos índices de homicídios e feminicídios no estado. Segundo Hudson, esse trabalho será essencial para orientar o planejamento das próximas ações integradas no Paraná.

Assuntos abordados

A violência doméstica e os casos de feminicídio também têm recebido atenção especial. O secretário destacou o impacto positivo do programa Mulher Segura, que vem promovendo mudanças significativas na abordagem policial nesses casos. “Havia certa resistência no passado por parte de alguns agentes em lidar com esse tipo de ocorrência, mas isso tem mudado com a capacitação e diretrizes claras do programa”, ressaltou.

Outro ponto abordado na reunião foi o combate ao crime organizado. Hudson citou como exemplo recente uma operação contra adulteração de cargas, que resultou em prisões em Paranaguá. Ele reforçou que nem todos os crimes estão ligados ao tráfico de drogas.

“Muitos delitos que analisamos aqui estão relacionados a conflitos pessoais, consumo excessivo de álcool, brigas, falta de iluminação pública ou venda irregular de bebidas — e não ao tráfico. Por isso, cada região demanda uma análise específica, com horários, dias e motivações diferentes”, explicou.

Apesar disso, o enfrentamento ao tráfico continua sendo uma prioridade. “As polícias têm atuado com firmeza. Neste ano, já apreendemos quase 200 toneladas de drogas no estado”, destacou.

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