Clínica de reabilitação em Antonina é alvo de operação policial; 16 mulheres seguem na unidade


Por Maisy Pires

Cinco mulheres que estavam em cárcere privado em uma clínica particular de reabilitação em Antonina foram resgatadas na última segunda-feira (24) pela Polícia Civil do Paraná (PCPR) e pela Vigilância Sanitária do município. O local, que se apresentava como um centro de tratamento para dependência química, abrigava 21 mulheres e foi encontrado em condições precárias.

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Durante a fiscalização, foram constatadas várias irregularidades, incluindo o caso de uma estudante de 22 anos que vivia em condições desumanas. Ela estava trancada em um quarto, algemada e era obrigada a usar um balde para suas necessidades.

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O delegado Emmanuel Lucas Moura explicou, em entrevista à Rede Massa, que a Polícia Civil iniciou as investigações após a denúncia de uma ex-paciente da clínica, que registrou um Boletim de Ocorrência relatando maus-tratos. “Nós pedimos o apoio da Vigilância Sanitária para verificar a situação e, quando chegamos lá, constatamos que era ainda mais grave do que a denúncia inicial indicava”, afirmou. Segundo ele, a equipe encontrou um cômodo chamado de “quarto zero”, onde a jovem de 22 anos estava trancada há três dias.

O gerente da clínica foi preso em flagrante, e as investigações continuam para identificar outros possíveis responsáveis. O local foi interditado, mas ainda abriga 16 mulheres. A Vigilância Sanitária concedeu um prazo para que o responsável regularize suas condições de funcionamento. “A clínica não é ilegal, mas havia cometido algumas irregularidade quanto aos procedimentos sanitários”, explicou Carlos Eduardo de Abreu Calixto, Coordenador da Vigilância em Saúde de Antonina, à imprensa.

O secretário municipal de Assistência Social de Antonina, Abilio Velloso Vieira, explicou que, após o resgate, as cinco mulheres foram encaminhadas ao Centro Pop do município para acolhimento emergencial. “Nós identificamos essas cinco pessoas em situação de vulnerabilidade e providenciamos o contato com seus familiares. No mesmo dia, conseguimos encaminhá-las para suas casas”, afirmou.

Sobre as demais internas, o secretário esclareceu que elas permaneceram no local porque, segundo a avaliação inicial, não estavam em situação de vulnerabilidade extrema e são de responsabilidade da clínica, que devem ser realocadas.

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