O desembargador Ruy A. Henriques, da 5º Vara Criminal, acatou na sexta-feira (14), o pedido de prisão preventiva de Nathan de Siqueira Menezes, 20 anos, feito pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR). Ele é investigado por estuprar uma jovem em um posto de combustível abandonado em Paranaguá, no dia 23 de fevereiro deste ano. A informação é da TVCI.
Após o juiz Brian Frank, da 2ª Vara Criminal da Comarca de Paranaguá negar duas vezes a prisão de Nathan, o MP-PR recorreu a uma instância superior. Ao contrário do entendimento do juiz de Paranaguá, o desembargador alegou que o investigado estava ciente da necessidade de colocar a tornozeleira eletrônica.
Além disso, o desembargador citou que a demissão de Nathan e a saída dele da cidade, reforçam o pedido da prisão.
PEDIDOS NEGADOS
Na quinta-feira (13), o juiz tinha negado o pedido de prisão feito pelo MP-PR na quarta-feira (12). Foi a segunda vez que houve recusa do pedido de prisão de Nathan.
No dia 27 de fevereiro, o Judiciário já tinha negado a prisão preventiva dele. O judiciário apenas impôs ao rapaz, que ainda não tinha sido ouvido pela polícia, medidas cautelares, como a monitoração por tornozeleira eletrônica. Porém, Nathan não compareceu para a instalação do equipamento.
Ao negar a prisão, o juiz alegou que embora o jovem tenha comparecido à Delegacia da Polícia Civil para ser interrogado, a medida cautelar não foi mencionada durante a oitiva e a autoridade policial não juntou a respectiva informação no processo. Ainda segundo o juiz, o investigado foi orientado a agendar junto ao Departamento de Polícia Penal do Paraná (Deppen-PR) a instalação da tornozeleira eletrônica, mas não há nenhum documento com a assinatura do réu.
Na ocasião, a advogada da vítima, Thaise Mattar Assad, classificou a situação como inadmissível. “Em um caso como este, em que sobram provas do hediondo crime de estupro, e em que o agressor está fugindo de sua responsabilidade, é inadmissível que se abra um perigoso precedente e que se gere ainda mais insegurança para a sociedade de Paranaguá”, disse em nota.
O JB Litoral também entrou em contato com a Polícia Civil do Paraná que em nota, afirmou que “consta no Boletim de Ocorrência de cumprimento do mandato que o indivíduo foi cientificado”.

COMO OCORREU O CRIME
Segundo a denúncia do MP-PR, ao final de um show musical ocorrido no bairro Industrial, em Paranaguá, a vítima foi até o posto de combustível à procura de um banheiro.
“O acusado abusou sexualmente da vítima por volta das 05h da manhã em um posto de gasolina abandonado. A vítima precisava muito ir ao banheiro e o acusado, de maneira dissimulada, se ofereceu para ir junto. Na oportunidade, ele forçou a vítima contra a parede e praticou os atos sexuais”, explicou a promotora de Justiça Tatiana Sigal Zago.
Câmeras de segurança do local mostram o criminoso seguindo a vítima e, logo, depois a forçando entrar no banheiro, enquanto ela grita “Nathan, eu não quero”.