O Núcleo de Paranaguá do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, deflagrou na manhã desta segunda-feira, 29 de junho, a Operação Hubris. A ação resultou na prisão de dois policiais militares lotados no Litoral do Estado, suspeitos de extorsão, sequestro, tortura e outros crimes. As equipes cumpriram os dois mandados de prisão no município de Pontal do Paraná.
A Vara da Auditoria da Justiça Militar expediu as ordens judiciais, que contaram com o apoio da Corregedoria-Geral da Polícia Militar para o cumprimento.
Tortura
As prisões dão continuidade à investigação iniciada na Operação Sanctus, deflagrada em 28 de janeiro, ocasião em que a Justiça autorizou buscas domiciliares contra os suspeitos. Posteriormente, o Gaeco reuniu provas de torturas cometidas pelos agentes em uma casa de veraneio e na sede da 5ª Companhia da Polícia Militar, em Pontal do Paraná. Diante desses novos elementos, o Judiciário decretou a prisão preventiva da dupla.
Denúncia
Além das investigações em curso, o Ministério Público já ofereceu denúncia referente a parte das condutas apuradas. O Poder Judiciário recebeu a peça acusatória, que tramita nos autos da ação penal nº 0007545-56.2026.8.16.0013.