Oito suspeitos são presos em operação da PCPR contra desvio de cargas


Por Redação

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu oito pessoas durante uma operação na manhã de terça-feira (27) contra um grupo criminoso envolvido em pelo menos 20 desvios de cargas em rodovias. A ação ocorreu em cidades de três estados e contou com o apoio da Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC), das Polícias Militares do Paraná (PMPR) e de São Paulo (PMSP), além da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Operação contra desvio de crgas
A PCPR identificou uma organização criminosa especializada em desvios de cargas de alto valor.

Além de cumprir as ordens de prisão, os agentes realizaram 17 buscas e apreensões, o que resultou na localização de documentos e celulares que serão periciados na continuidade da investigação. Os alvos foram encontrados em Curitiba, Fazenda Rio Grande e Rio Negro (PR), Joinville, São Bento do Sul e Canoinhas (SC), e Jataí (SP). Entre os presos estão os líderes do esquema, motoristas de caminhão, um contador e pessoas responsáveis pela emissão de notas fiscais fraudulentas.

Investigação começou em 2025

A investigação começou em janeiro de 2025, após a prisão em flagrante de uma dupla pelo roubo de uma carga de azeite de oliva avaliada em R$ 1 milhão. O material, que havia sido subtraído em Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba, foi recuperado em Joinville em uma ação conjunta com a PCSC.

Durante a investigação, a PCPR identificou uma organização criminosa especializada em desvios de cargas de alto valor, atuando nos estados do Paraná, Santa Catarina e São Paulo. O grupo, que opera desde 2023, foi responsável por cerca de 20 desvios de carga na região. Os produtos desviados incluem eletrônicos, salmão, bicicletas, cabos de fibra ótica, televisores, geladeiras, máquinas de lavar, aparelhos de ar condicionado e pneus.

“Verificamos que o grupo criminoso é composto por diversos indivíduos, atuando de maneira integrada e com divisão de tarefas. Os líderes aliciavam motoristas e forneciam caminhões e barracões para ocultar os produtos. Além disso, havia pessoas que bloqueavam os sistemas de rastreamento dos veículos, trocavam as placas dos caminhões e escoltavam as cargas até os barracões”, detalha o delegado da PCPR André Feltes.

O esquema também utilizava seis empresas de fachada, responsáveis pela emissão de notas fiscais falsas e pelo envio das cargas subtraídas para outros estados, principalmente São Paulo. Para transportar os produtos desviados, o grupo utilizava caminhões de propriedade da organização criminosa, normalmente conduzidos por motoristas integrantes do grupo.

Os oito presos na terça-feira foram encaminhados ao sistema penitenciário. A PCPR continua investigando o caso e realizando diligências para capturar outros três investigados.

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