Pela segunda vez, o juiz da 2ª Vara Criminal da Comarca de Paranaguá negou o pedido de prisão preventiva de Nathan de Siqueira Menezes, 20 anos. Ele é investigado por estuprar uma jovem em um posto de combustível abandonado na cidade, no dia 23 de fevereiro deste ano. A informação é da TVCI.
A nova decisão foi proferida na noite desta quinta-feira (13), um dia após o Ministério Público do Paraná (MPPR) oferecer denúncia contra Nathan pelo crime de estupro e solicitar a prisão preventiva dele.
SEGUNDA NEGATIVA DA JUSTIÇA
Em 27 de fevereiro, a Justiça já havia negado um primeiro pedido de prisão preventiva do investigado. Na ocasião, o juiz determinou apenas medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica. No entanto, Nathan não compareceu para a instalação do equipamento.
De acordo com a TVCI, ao negar o pedido pela segunda vez, o juiz argumentou que, embora Nathan tenha se apresentado à Delegacia da Polícia Civil para prestar depoimento, a medida cautelar não foi mencionada durante a oitiva, e a autoridade policial não anexou essa informação ao processo. Ainda segundo a decisão, o acusado foi orientado a agendar a instalação da tornozeleira junto ao Departamento de Polícia Penal do Paraná (Deppen-PR), mas não há registro assinado por ele confirmando o cumprimento dessa orientação.
A advogada da vítima, Thaise Mattar Assad, afirmou que a situação “é um absurdo”. Ela ainda disse que amanhã deve divulgar uma nota sobre o ocorrido. O JB Litoral também procurou a Polícia Civil do Paraná (PCPR) para esclarecer a conduta da delegada responsável pelo caso e aguarda uma resposta.

COMO OCORREU O CRIME
Segundo a denúncia do MPPR, o crime ocorreu na madrugada do dia 23 de fevereiro, após um show musical no bairro Industrial, em Paranaguá. A vítima foi até o posto de combustível em busca de um banheiro.
“O acusado abusou sexualmente da vítima por volta das 5h da manhã em um posto de gasolina abandonado. A vítima precisava muito ir ao banheiro, e o acusado, de maneira dissimulada, se ofereceu para acompanhá-la. Na oportunidade, ele a forçou contra a parede e praticou os atos sexuais”, afirmou a promotora de Justiça Tatiana Sigal Zago.
Câmeras de segurança do local registraram o momento em que o acusado segue a vítima e, em seguida, a força a entrar no banheiro, enquanto ela grita, tentando se segurar em uma pilastra, “Nathan, eu não quero”.