Servente de delegacia em Paranaguá é suspeita de repassar informações a facção criminosa


Por Redação

Uma servente de limpeza que atuava na Delegacia de Paranaguá está entre os alvos da operação deflagrada pela Polícia Civil do Paraná (PCPR) nesta terça-feira (26) contra uma organização criminosa que tentava se instalar no estado. Segundo as investigações, ela aproveitava momentos de distração dos policiais para acessar documentos sigilosos e repassar informações à facção criminosa.

DELEGACIA PCPR PARANAGUA – FOTO ALINE CARDOSO JB LITORAL
A servente aproveitava momentos de distração dos policiais para acessar documentos sigilosos. Foto: Aline Cardoso/JB Litoral

A ação resultou na prisão de 33 pessoas em 16 cidades de cinco estados e marcou a primeira operação do novo Departamento Estadual de Repressão ao Crime Organizado (DRACO), criado pela nova Lei Orgânica da PCPR.

De acordo com o delegado da PCPR, Rodrigo Brown, a investigação revelou uma estrutura criminosa organizada e infiltrada em diferentes setores. “Nós descobrimos uma grande organização criminosa por trás daquele roubo a banco e também vários desdobramentos com pessoas infiltradas em órgãos públicos”, afirmou.

Ao todo, foram cumpridos 32 mandados de prisão preventiva e 34 de busca e apreensão. Durante as diligências, policiais localizaram drogas, armas e munições, o que também resultou em uma prisão em flagrante.

As apurações apontaram que o grupo atuava principalmente no tráfico de drogas no Litoral. Foto: PCPR

As investigações começaram em julho de 2025, após uma tentativa de roubo a um banco em Bocaiuva do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba. Na ocasião, dez pessoas foram presas com armas de grosso calibre, explosivos, munições, drogas e dinheiro.

Meses depois, a PCPR identificou e prendeu o apontado mentor da ação, localizado em Luiz Alves (SC). Segundo a polícia, ele integrava uma facção criminosa de atuação nacional e tinha a missão de estruturar uma célula do grupo no Paraná.

Além da servente, a operação teve como alvo dois advogados suspeitos de atuar como mensageiros da facção, repassando ordens de lideranças presas aos integrantes em liberdade.

As apurações apontaram ainda que o grupo atuava principalmente no tráfico de drogas no Litoral do Paraná, com foco em Paranaguá, Pontal do Paraná e Matinhos, além da comercialização de armas e munições.

As ações aconteceram nas cidades de Curitiba, Colombo, São José dos Pinhais, Fazenda Rio Grande, Paranaguá, Pontal do Paraná, Matinhos, Foz do Iguaçu e Paraíso do Norte, no Paraná; Florianópolis, Itajaí, Navegantes e Balneário Camboriú, em Santa Catarina; além do Rio de Janeiro (RJ), Vila Velha (ES) e Belém (PA).

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