O advogado criminalista Jeffrey Chiquini anunciou a pré-candidatura a deputado federal pelo Novo com um discurso centrado em críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), defesa de mudanças no sistema de justiça e promessas de investimentos no Litoral do Paraná.

Em entrevista exclusiva ao JB Litoral ao lado do pré-candidato a deputado estadual Renato Manuel, que deve atuar como representante político no Litoral, ele afirmou que a decisão de disputar um cargo eletivo veio após anos de atuação jurídica e da avaliação de que o país vive um cenário que exige posicionamento político.
“Sou advogado e sempre serei advogado, não deixarei de ser. Mas o momento que o Brasil está vivendo hoje me fez me posicionar politicamente”, disse.
Segundo Chiquini, a entrada na política está ligada à atuação recente em casos de grande repercussão no STF, incluindo investigações relacionadas aos atos de 8 de janeiro. Ele classificou esses processos como irregulares e afirmou que passou a entender melhor o funcionamento do sistema judicial. “Eu conheço toda a estrutura do poder judiciário do país. Eu sei o que está errado, eu sei o que tem que mexer”, declarou.
A principal bandeira do pré-candidato é a defesa de mudanças no Judiciário. Ele afirma que pretende atuar no Congresso para enfrentar o que chama de “abusos” e reequilibrar os Poderes. “Coloquei meu nome à disposição com essa missão de mexer nesse sistema de justiça, enfrentar essa tirania do STF e enfrentar abusos de agentes públicos”, disse.
Discurso político e críticas ao STF
Durante a entrevista, Chiquini adotou um tom crítico ao Supremo e afirmou que há interferência do Judiciário em outras esferas. Para ele, o país precisa de parlamentares que não sofram influência de outros Poderes.
“Hoje, quem governa o Brasil é o STF. O que nós precisamos é que o povo retorne ao poder”, afirmou. Ele também rebateu críticas de que teria politizado a atuação como advogado. Segundo o criminalista, a exposição pública ocorreu após denúncias que, na visão dele, passaram a atingir diferentes setores da sociedade. “Hoje a imprensa está sofrendo com a censura, toda a comunidade está sofrendo com isso”, disse.
Foco no Paraná e no Litoral
Apesar do discurso nacional, Chiquini afirma que a candidatura também tem foco no Paraná, especialmente no Litoral. Ele defende maior presença do governo federal na região e investimentos em infraestrutura, segurança e geração de empregos. “Quero trazer os olhos do Governo Federal para o nosso Litoral. Nós precisamos investir nessa região”, afirmou.
O pré-candidato criticou a falta de oportunidades na região e disse que o desenvolvimento local é uma prioridade. “Não dá para o jovem ter que sair do Litoral para estudar ou trabalhar. Tem que ter emprego, tem que ter indústria”, disse.
Entre as propostas, ele citou ampliação da segurança pública, incentivo à instalação de empresas e melhorias em serviços básicos. Também defendeu políticas habitacionais. “Tem que ter incentivo de moradia, construção de casas populares. Isso não é uma pauta da esquerda”, afirmou.
Alinhamento político e cenário de 2026
Chiquini afirmou que está alinhado a um grupo político que inclui nomes como o senador e pré-candidato ao governo Sergio Moro (PL) e o senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL). Ele também citou apoio à pré-candidatura de Deltan Dallagnol (Novo) ao Senado. “Estamos todos unidos. O meu grupo é Flávio Bolsonaro, Sérgio Moro, Deltan e outros nomes que defendem esse projeto”, disse. Sobre o cenário no Paraná, ele avaliou que a eleição de 2026 será decisiva. “Esse é um ano divisor de águas no Brasil”, afirmou.
O advogado também comentou a decisão do governador Ratinho Junior de não disputar a Presidência da República e disse que deve apoiar Moro na sucessão estadual. “O Ratinho não é candidato. Então vamos ter que escolher outro nome”, disse.
Estratégia de campanha
Chiquini afirmou que pretende combinar presença digital com atuação presencial no estado. Segundo ele, a prioridade neste momento é percorrer o Paraná e entender as demandas locais. “Eu não estou preocupado em caçar votos. Estou preocupado em pensar em progresso e melhorias”, disse.
Ao justificar a entrada na disputa eleitoral, o advogado afirmou que vê a candidatura como uma missão temporária. “O meu objetivo não era entrar na política, mas estou dando esse passo pelo Brasil”, concluiu.