Quem já contratou empresas para a realizar o serviço de dedetização, certamente recebeu a orientação de que o procedimento deve ser feito sem crianças ou bichos de estimação no local onde as substâncias serão aplicadas. Mas, segundo o vereador Adalberto Araújo (Republicanos), não foi isso que aconteceu na Escola Municipal Luiz Vaz de Camões, na segunda quinzena de novembro.
De acordo com o parlamentar, a escola foi dedetizada durante as aulas, com as crianças dentro das salas de aula, enquanto um profissional aplicava o inseticida.

A DENÚNCIA
O assunto veio à tona durante a sessão ordinária da última terça-feira (10), na Câmara de Paranaguá. Segundo Adalberto Araújo, a denúncia foi realizada por uma mãe de aluno, com fotos que comprovariam o que aconteceu.
“Recebi a denúncia com surpresa e indignação; serviço sendo executado na presença de crianças e contrariando todas as normas técnicas e instruções do próprio fabricante do inseticida. Nas fotos recebidas dá para perceber que o próprio funcionário não está usando equipamento de proteção adequado. Inconcebível. Absurdo“, disse o vereador ao JB Litoral.
Durante a sessão, Araújo mostrou aos presentes as fotos recebidas. Nas imagens, é possível ver um profissional utilizando o equipamento comumente destinado à aplicação de inseticidas, dentro de uma sala de aula, com as crianças sentadas em suas carteiras. Ele não usava luvas, óculos de proteção, máscara, protetores auriculares, nem botas e camisa de mangas longas (ou macacão por cima da roupa), equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados para o manuseio do produto.
O VENENO
Além da foto da aplicação sendo realizada no ambiente junto com as crianças, o vereador também exibiu a imagem da embalagem do produto em questão. Trata-se do K-Othrine WG 250, da Bayer. Um inseticida profissional à base de deltametrina, utilizado para controle de insetos voadores e rasteiros em áreas urbanas e rurais. As instruções para aplicação segura e eficaz do produto, segundo a fabricante, são: usar EPI; evitar inalação, ingestão e contato com pele e olhos; manter afastados crianças, animais e alimentos.
Já entre as recomendações para após a aplicação estão: ventilar bem as áreas tratadas e aguardar 24 horas antes de permitir acesso a esses locais.
SEM RESPOSTA
O JB Litoral procurou a Prefeitura de Paranaguá na tentativa de obter mais informações sobre o procedimento realizado na Escola Municipal Luiz Vaz de Camões, que fica no bairro Tuiuti. Mas, até o fechamento desta edição, a Administração Municipal ainda não havia se posicionado.