Executivo veta projeto “Adote um Ponto de Ônibus” e volta atrás; vereador Péke Bocudo rebate


Por Gabriela Perecin

Na sessão da Câmara de Vereadores de 28 de abril, o vereador em Paranaguá, Marcelo Correa da Costa, o Péke Bocudo (Republicanos), parlamentar mais votado da cidade e da base do prefeito, teve aprovado por unanimidade o Projeto de Lei nº 6.792/2026, que cria o programa “Adote um Ponto de Ônibus”. Apesar do apoio na Câmara, o JB Litoral apurou que o veto foi encaminhado ao Legislativo na terça-feira (12), porém o Executivo Municipal voltou atrás nesta quarta-feira (13).

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Vereador esteve em alguns pontos de ônibus da cidade para mostrar condições precárias das estruturas. Foto: Reprodução

A Prefeitura de Paranaguá tem até o dia 25 de maio para apresentar a sanção ou o veto definitivo do projeto. A proposta foi apresentada em regime de urgência e busca viabilizar a reforma e manutenção dos cerca de 220 abrigos da cidade, muitos deles depredados por atos de vandalismo.

O projeto possibilita que empresas privadas, públicas, organizações sociais e associações de classe adotassem abrigos mediante celebração de termo de permissão de uso com o Poder Público Municipal. Como contrapartida, poderiam explorar a publicidade nestes locais, desde que atendam a alguns critérios.

Por que vetar o projeto de lei?

O JB Litoral questionou a Prefeitura de Paranaguá sobre os motivos do veto ao Projeto de Lei nº 6.792/2026, que trata da adoção de pontos de ônibus. Além disso, o JB questionou se há algum projeto semelhante que a administração municipal pretende implantar, mas não obteve retorno até o momento.

Vereador postou vídeo questionando decisão

Marcelo Péke, que sempre dialogou nas redes sociais com seus seguidores, publicou um vídeo na quarta-feira (13), em que questiona a primeira decisão do Executivo e afirma que continuará fazendo o papel de fiscalizador.

“O prefeito Adriano Ramos vetou o nosso projeto do ponto de ônibus. Porém, acredito que ele já tem uma solução. Será? Eu fiz minha parte, fiz várias indicações, fiz o projeto para tentar mudar essa realidade. Como vereador, estou trabalhando o tempo todo. Eu sei o sentimento da população, eu sei que é triste ver uma situação dessas. Eu vou fiscalizar, independente de quem é prefeito, para mudar essa realidade”, disse o vereador em sua página do Facebook.

Embora tenha ocorrido a discordância, Péke afirmou que continua na base do governo. “Continuo sendo vereador da base, mas me imponho, continuo lutando pela cidade, vou defender minhas bandeiras”, afirmou Péke.

A proposta buscava viabilizar a modernização e conservação dos abrigos sem gerar o ônus direto aos cofres públicos. Só com manutenção e limpeza dos pontos, a Prefeitura gasta cerca de R$ 2 milhões e, atualmente, não há um contrato para a realização da manutenção periódica dos abrigos, de acordo com o vereador Péke.

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