O deputado estadual Requião Filho confirmou que vai se filiar ao Partido Democrático Trabalhista (PDT), no dia 16 de julho, em cerimônia na sede nacional da sigla, em Brasília. A mudança ocorre após a saída do parlamentar do PT, em janeiro, e marca o início de um novo projeto político que inclui a intenção de concorrer ao Governo do Paraná nas eleições de 2026.

Com o ingresso no PDT, Requião Filho deve assumir o comando do partido no Paraná. A expectativa é que a filiação seja acompanhada também pela entrada de seu pai, o ex-governador Roberto Requião, na legenda. O evento deve contar com a presença do presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, além de outras lideranças.
Em entrevista, o deputado disse que a nova filiação tem como objetivo abrir espaço para uma candidatura independente dos principais polos nacionais. “A ideia de entrar no PDT é a ideia de criar uma nova plataforma, um novo programa, uma nova opção para o Governo do Paraná. Construir um programa que atenda a todos os paranaenses, dos pequenos aos grandes, um programa que seja real e não apenas uma propaganda na televisão ou numa rede social. O PDT nos dá uma base trabalhista com histórico de investimento em educação e no estado necessário. É importante para que a gente possa ter um debate mais aprofundado sobre o Paraná nas próximas eleições”, afirmou o deputado estadual que está no terceiro mandato consecutivo.
Partidos articulam candidaturas para as eleições de 2026
As movimentações de Requião Filho ocorrem em meio às articulações de diversas lideranças estaduais com vistas às eleições de 2026. O PT tem apostado no nome do diretor-geral brasileiro da Itaipu, Enio Verri (PT), como possível pré-candidato ao Governo Estadual. Desde que assumiu o cargo, Verri tem reforçado sua atuação institucional no Oeste do Paraná, onde a binacional financia obras de infraestrutura.
Por outro lado, parlamentares e secretários ligados ao governador Ratinho Junior (PSD) também são cotados para disputar a sucessão estadual. O secretário de Estado das Cidades, Guto Silva (PSD), é um dos nomes mais mencionados dentro do grupo político do governador. Ele intensificou agendas no interior e tem participado de eventos institucionais e partidários.
Outro nome citado em articulações internas é o do deputado Alexandre Curi (PSD), presidente da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), que conta com uma base consolidada entre prefeitos e vereadores do interior.
O ex-prefeito de Curitiba e atual secretário estadual do Desenvolvimento Sustentável, Rafael Greca (PSD), também tem sido mencionado em pesquisas de intenção de voto. Em entrevistas, Greca já afirmou que pode disputar o Governo Estadual.
No PL, o vice-prefeito de Curitiba, Paulo Martins, também se coloca como pré-candidato. Ele foi deputado federal e concorreu ao Senado em 2022, com apoio de setores ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Fora da base do Governo Estadual, o senador Sergio Moro (União Brasil) mantém atuação no estado e tem sido citado em levantamentos eleitorais para 2026, liderando a corrida na maioria deles. Ele foi eleito senador em 2022 e tem mandato até 2030.