Com oito navios atracados em janeiro e fevereiro, Ponta do Félix afirma que operações ocorrem normalmente

A PPF explica que, devido à sazonalidade de algumas cargas, o volume não corresponde, necessariamente, a um ano-calendário


Por Flávia Barros

Após um ano de recorde, em que 107 navios atracaram, movimentando quase dois milhões de toneladas (1.993.586) de cargas, 2025 começou mais “devagar” do que foi 2024, no Porto Ponta do Félix (PPF), em Antonina. De acordo com a Portos do Paraná, de janeiro a fevereiro deste ano, 8 embarcações movimentaram 143.678 toneladas no local. Ainda segundo a empresa pública, o volume de embarcações compete à logística comercial do PPF, que está apto a receber os navios, uma vez que a dragagem do canal de acesso é mantida em dia pela Portos do Paraná. A primeira dragagem do ano está prevista para ser iniciada ainda nesta semana, informou a empresa pública, ao JB Litoral.

O Porto Ponta do Félix atingiu em 2024 a meta de movimentação prevista para ser alcançada apenas em 2031. Foto: PPF
O Porto Ponta do Félix atingiu em 2024 a meta de movimentação prevista para ser alcançada apenas em 2031. Foto: PPF

EFEITO SAZONALIDADE

Já o PPF afirmou que, na qualidade de porto multipropósito, possui em seu portfólio uma diversidade de cargas de importação e exportação, no sentido de buscar um balanço na movimentação de entrada e saída, possibilitando um maior volume ao longo do ano, mas que o efeito sazonalidade impacta na movimentação.

Algumas cargas possuem sazonalidade. Sendo assim, mesmo com compromissos firmados e contratos que respaldam volumes em um período de 12 meses, são operações que não necessariamente cobrem um ano calendário e, sim, a safra ou o período de consumo/comercialização de cada negócio. Apesar deste efeito, operamos oito navios neste início de ano”, disse ao JB Litoral, por meio de sua assessoria de imprensa.

CENÁRIO GERAL E PROJETOS DE EXPANSÃO

O Porto Ponta do Félix, que atingiu em 2024 a meta de movimentação prevista para ser alcançada apenas em 2031, também defendeu que esse ritmo mais desacelerado de 2025 foi notado por meio da movimentação de outros portos do país, como Paranaguá (PR) e Santos (SP), “que são grandes portos brasileiros e chegaram à marca de zero espera em função da escassez de navios durante este mesmo período”, destacou.

A arrendatária do PPF também destacou que há projetos de ampliação de negócios, tanto em Antonina como em Paranaguá e Morretes.

Em Antonina, temos projetos na retaguarda e dentro do perímetro portuário que vão impulsionar a economia do município, em que a companhia já tem participação majoritária de arrecadação. A FTSpar, controladora do Porto Ponta do Felix, tem impulsionado novos ativos no Litoral do Paraná, fomentando negócios, a economia e gerando novos empregos diretos e indiretos. Destaque para o TOEX, em Paranaguá, um dos mais modernos terminais de exportação de grãos que inaugurará, nos próximos dias, a reformulação dos armazéns de carga geral dentro do Porto de Paranaguá e um novo pátio regulador de caminhões na cidade de Morretes”, completou.

MAIS PROFUNDO

Em junho do ano passado, a Portos do Paraná ampliou o calado máximo operacional do Porto Ponta do Félix (PPF) – o calado de um navio refere-se à distância entre a lâmina da água e o ponto mais profundo da embarcação (quilha). De acordo com a portaria 192/2024, publicada pela empresa pública, o calado no Porto de Antonina passou de 8,3 m para 9,15 m.

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