Como está o controle de pombos, ratos e outros vetores no porto de Paranaguá


Por Redação
dengue

Por Katia Brembatti

Para ter autorização de funcionamento, um porto precisa tomar uma série de medidas que vão além do transporte de cargas – sua atividade-fim. Garantir a saúde e a qualidade de vida de quem trabalha no local e, também, dos moradores do entorno, está entre as responsabilidades. No caso do porto de Paranaguá, as exigências ambientais incluem o controle de vetores – assim chamados por serem “canais” para a transmissão de doenças. 

No momento em que a cidade experimenta uma grande quantidade de casos de dengue, a empresa pública Portos do Paraná informa que faz um trabalho na área portuária para combater focos do mosquito Aedes aegypti. O gerente de Meio Ambiente, Thales Trevisan, comenta que é feita a aplicação de larvicidas para impedir a proliferação. Profissionais com bomba costal (um aplicador acoplado ao corpo) percorrerem diversos pontos, periodicamente, para fazer o combate.

A presença de pombos, também, é alvo de atenção. O gerente explica que o porto não tem autorização de órgãos ambientais para fazer o abate e, portanto, resta investir em ações que possam reduzir a quantidade a partir de medidas, como a retirada de ninhos e ovos e a colocação de telas para evitar que encontrem abrigo. O pombo-comum (Columba livia) representa um risco para a população. Nas fezes dessa ave há, geralmente, um fungo chamado de Cryptococcus que dá nome à doença criptococose, muitas vezes confundida com tuberculose. Para diminuir as chances de contaminação, funcionários fazem a raspagem das fezes dessas aves.

No porto, novas varredeiras melhoram a qualidade do meio ambiente e de trabalho. Foto/Appa

A Portos do Paraná garante que a população de pombos está controlada. A estimativa mais recente, de março, indica que são cerca de 2 mil na área portuária – e a tendência é de queda nos próximos meses, já que são mais abundantes em períodos quentes. Thales Trevisan destaca que um conjunto de ações também contribui para a diminuição, como a varrição constante para reduzir a oferta de comida, principalmente grãos. 

O Programa de Controle da Proliferação de Vetores inclui, ainda, o combate a roedores. Pela área do porto estão espalhadas cerca de 200 armadilhas (porta-iscas), georreferenciadas, com manutenção diária. As equipes lidam, igualmente, com himenópteros (abelhas e vespas) e quirópteros (morcegos). O gerente esclarece que esse trabalho é uma exigência dos órgãos ambientais, mas principalmente uma medida tomada para assegurar mais saúde e qualidade de vida na região portuária.

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