Prático parnanguara evita encalhe com navio de quase 300 metros

Prático precisou conduzir embarcação sem propulsão por 25 minutos.

por Redação JB Litoral
15/02/2021 14:37 (Última atualização: 3 semanas atrás)

Foto: divulgação

Fonte: Comunicação da Praticagem do Brasil

Na manhã desta quinta-feira (11), a praticagem, responsável por conduzir os navios na entrada e saída dos portos, evitou o encalhe do navio conteineiro Conti Paris, durante a saída do Porto de Paranaguá.

A embarcação com 299,98 metros de comprimento e 40,3 metros de boca (largura) estava com 11,6 metros de calado e apresentou falha de máquinas, obrigando o prático Círio Ciprí Cipriano a executar uma manobra de emergência.

Após a desatracação, o problema ocorreu na passagem entre as boias 19 e 20, quando o navio ainda estava a três milhas náuticas (quase cinco quilômetros) da primeira área possível para o fundeio de emergência. Imediatamente, o prático informou o centro de operações da praticagem e pediu que as âncoras ficassem prontas para largar caso a situação fugisse de controle. Além disso, solicitou o auxílio de rebocadores.

Prático parnanguara evita encalhe com navio de quase 300 metros 2
Foto: divulgação/Leandro Bastos

Durante 25 minutos, ele teve que navegar sem propulsão, evitando o encalhe fora do canal de navegação, onde as águas eram mais rasas. Para isso, controlou o rumo do navio com o restante da velocidade residual que diminuía rapidamente devido à corrente. Outro desafio foi uma chuva de verão se aproximou, reduzindo a visibilidade e trazendo rajadas de vento.

O navio conseguiu navegar duas milhas até parar

Divulgação/Praticagem do Brasil

Quando os rebocadores chegaram para o apoio, o prático conduziu a embarcação por mais uma milha até o ponto de fundeio. Navios encalhados ficam sujeitos a grandes esforços de torção e ruptura, correndo risco de entortarem e até se partirem, derramando óleo na água.

O prático é o profissional que embarca no navio para conduzi-lo em segurança na entrada e saída dos portos. São águas mais restritas ao tráfego, onde o comandante não tem treinamento para navegar e não está familiarizado com condições locais como ventos, correntes e marés. Este trabalho evita acidentes que podem causar mortes, poluição em mares e rios, danos ao patrimônio público e privado e até interromper o funcionamento de um porto com graves prejuízos para a economia. O Brasil tem 633 práticos atuando em 21 zonas de praticagem.

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