PRÉ-CANDIDATURA DO PMDB Kersten não vê disputa com Marquinhos Roque por serem do mesmo grupo

por Redação JB Litoral
10/09/2015 17:00 (Última atualização: 10/09/2015)

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Depois de anunciar sua pré-candidatura na imprensa na semana passada, o prefeito Edison de Oliveira Kersten (PMDB) falou ao JB sobre questões polêmicas envolvendo a indicação da candidatura pelo partido, que será definida em convenção municipal do PMDB somente em 2016. Nesta entrevista ele fala ainda de uma pesquisa suspeita que está sendo feita por telefone, que envolve a questão dos prováveis apoios e dos recursos para campanha. Veja o que diz o prefeito Kersten.

JB – O que o motivou confirmar sua pré-candidatura há 10 meses antes das convenções municipais partidárias?

Kersten – Na verdade, como você mesmo observa, apenas confirmei a minha pré-candidatura. Preferia não fazê-la neste momento, já que além dos esforços que estamos fazendo para recuperar a cidade, entendo que para tudo há um tempo, e no caso das pré-candidaturas há o período de convenções. No entanto, há diversos pré-candidatos se colocando no cenário político desde já, lançando suas pré-candidaturas através de grandes eventos, propagando através da mídia, enfim, há muitas pessoas antecipando o tempo correto para tal. E não somente isso. Junto a esse movimento, vêm ocorrendo críticas à nossa administração, às vezes apenas destrutivas, sem nenhum objetivo de ajudar-nos a construir uma cidade melhor, que é a nossa missão à frente da administração. Em função disso, minha equipe, o meu grupo político, pessoas que me abordam nas ruas, enfim, muita gente cobrou que eu também colocasse meu nome à disposição, para avaliação e quem sabe, futura candidatura. Mas ressalto, o momento é de união, trabalho pela cidade, e, as questões políticas, serão resolvidas em seu devido tempo. Não é essa a minha prioridade.

JB – Como a candidatura nata não mais existe e Marquinhos Roque já falou de sua intenção de concorrer à prefeitura, como vê uma provável disputa na indicação para ser o candidato do PMDB?

Kersten – Bem, em relação a esse fato, não vejo qualquer disputa à vista. Alguns esquecem, mas fui escolhido pelo PMDB e pelo saudoso Mário Roque para ser seu vice-prefeito, pois ambos éramos PMDB. Hoje, exerço o mandato de prefeito da nossa cidade, com muito orgulho, e tenho feito o possível para atender os anseios da nossa população por uma cidade melhor. O Marquinhos Roque é vereador pelo mesmo PMDB. Natural que almeje crescimento na carreira política, e coloque seu nome também à disposição. No entanto, somos do mesmo grupo político, o Marquinhos faz parte da administração, inclusive com participação em indicação de cargos, enfim, somos parte da mesma administração, que, no momento oportuno, fará a indicação de quem será o indicado a concorrer às eleições. Sem necessidade de disputa, na minha opinião.

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JB – Quem decide o candidato do partido é o diretório que, hoje, 90%, é do grupo de Marquinhos Roque. Como pretende reverter esta situação?

Kersten – Como já disse na pergunta anterior, o Marquinhos e eu somos parte do mesmo grupo político, da mesma administração. Então não vejo essa divisão de que o diretório seja composto por maioria de um ou de outro. O PMDB é composto pelo grupo político que venceu as eleições em 2012, com as divergências internas que todo partido possui, democráticas e saudáveis. No momento oportuno, se decidirá quem deve concorrer e a que cargo.

JB – Caso perca o confronto com o vereador no diretório, apoiará a candidatura de Marquinhos Roque no PMDB?

Kersten – Ainda na mesma linha, não vejo a possibilidade de confronto. Hoje estou ocupando o cargo de prefeito e minha função é administrar a cidade. Estou fazendo o possível para realizar o melhor. Lembro que assumi a prefeitura em condições muito adversas, com a cidade endividada, sucateada, cheia de problemas, enfim, totalmente desajustada. Foram feitos enormes sacrifícios para o pagamento de dívidas, recuperação dos equipamentos da prefeitura, aquisição de veículos, caminhões, tratores, reestruturação administrativa, enfim, esforços para colocar a casa em ordem. Tudo isso exigiu muita disciplina, dedicação, e compreensão da população. Essa fase felizmente passou. Hoje

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