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Prefeitura não se manifesta e aumento da passagem é liberado em Antonina

Por Redação JB Litoral
24/07/2014 00:00 |
Atualizado em 00:00

Poucos dias após o Natal de 2013, os usuários do transporte coletivo de Antonina receberam um “presente de Grego” do prefeito João Ubirajara Lopes, o João Domero (PSC), através de Decreto do Executivo 266/2013, que aumentou o preço das passagens de ônibus que saltou de R$ 2,40 para R$2,60 na área urbana e de R$ 7,50 para R$ 8,50 na área rural.

Apesar do Decreto Municipal, na época, a empresa Viação Pilar passou a cobrar dos usuários, um aumento ainda maior do que foi determinado pelo prefeito. A passagem que era de R$ 2,60 passou a ser cobrada R$2,70 na via urbana e, na área rural do Cedro saltou de R$ 8,50 para R$ 9,00. A mudança orçamentária no transporte coletivo, feita no apagar das luzes de 2013, foi intensamente criticada pela Câmara Municipal, que, através do Decreto Legislativo 01/2014, suspendeu o aumento por 90 dias, através de votação unânime dos vereadores presentes à sessão.

A medida foi tomada para que o prefeito João Domero se manifestasse a respeito da disparidade na cobrança da tarifa pela empresa. O presidente da Câmara Municipal, vereador Márcio Hais de Natal Balera (PSD), afirmou na época, que o segundo aumento feito pela empresa, causou surpresa aos vereadores, pelos valores estarem acima do decreto  do Executivo, ressaltando ainda que, em todo esse processo, em nenhum momento a Câmara foi ouvida. “Os vereadores entenderam que deviam tomar alguma atitude, e através do Decreto Legislativo aprovado hoje, foi sustado o aumento da passagem até que os setores competentes venham dar suas explicações, não ao Poder Legislativo, mas sim ao povo de Antonina”, justificou Balera.

Encerrado o prazo em março sem nenhuma manifestação da prefeitura, a Câmara criou uma Comissão para discutir o assunto com a Viação Pilar e prorrogou a suspensão por mais 90 dias. Neste período, a Comissão conseguiu que a empresa e o prefeito, definissem novos valores para a tarifa, contudo, sem fazer os esclarecimentos da diferença na praticidade da tarifa e os vereadores votaram contra essas decisões. Encerrado novamente o segundo prazo da suspensão no dia 7 deste mês e, como não houve uma manifestação do Executivo, a empresa passou a praticar os valores estabelecidos no Decreto 266/2013. Porém não ficou esclarecido até o momento a motivação para a divergência dos valores praticados pela empresa, acima do que foi autorizado e que gerou a suspensão.

 

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“Não ficou esclarecido até o momento a motivação para a divergência dos valores praticados pela empresa, acima do que foi autorizado e que gerou a suspensão”.