Presidente da IEAD fala sobre a responsabilidade de assumir o legado deixado pelo Pr. José Alves

por Redação JB Litoral
16/10/2019 16:36 (Última atualização: 24/02/2020)

Foto/JB Litoral

O Pastor Reginaldo Alves, empossado como Presidente do campo da Igreja Evangélica Assembleia de Deus (IEAD), em Paranaguá, no dia 04 de setembro, após a morte do Pastor José Alves da Silva, que esteve na presidência durante 29 anos, fala, ao JB Litoral, a respeito de seu chamado, sua expectativa para a gestão e a responsabilidade de assumir o legado deixado por José Alves.

Casado com Michele Alves há 27 anos e pai de um casal, Reginaldo entrou no ministério da IEAD em 2001, aos 29 anos de idade, a princípio, auxiliando seu pai, o Pastor jubilado Marcílio Alves. Passou pelos cargos de cooperador, diácono, presbítero, evangelista e, então, pastor. Em 2010, começou a dirigir a então subcongregação da Vila Esperança durante dois anos e seis meses. De lá, foi transferido para a Assembleia de Deus da Vila dos Comerciários e esteve à frente da igreja por três anos e onze meses. No final de 2018, concorreu à Vice-presidência do campo da IEAD e foi eleito, sendo empossado em janeiro deste ano, quando assumiu, também, a congregação do Jardim Iguaçu.

Ao ser surpreendido pela morte do Pastor José Alves, somente sete meses após ter assumido a vice-presidência, viu seu nome envolvido em polêmicas dentro da própria igreja, devido aos critérios estatutários para a sucessão no cargo.

JB Litoral – Como viu a polêmica na sucessão da presidência da IEAD?

Pr. Reginaldo –  Se você permitir, prefiro não reviver esta situação.

JB Litoral – Quais projetos pretende investir na sua gestão?

Pr. Reginaldo – Hoje temos um ministério solidificado, com um legado muito grande deixado pelo Pastor José Alves e os que o antecederam. Nos últimos 29 anos em que ele esteve à frente, doou sua vida, fez um excelente trabalho, deixando 52 congregações no campo de Paranaguá, abrangendo as ilhas e colônias. Não bastasse isto, temos, também, trabalho missionário no Nordeste do Brasil, e fora do Brasil, na Bolívia, Índia, Guiné Bissau, na África, no qual auxiliamos financeiramente os missionários que se encontram nestes locais. É um trabalho que já tem seu reconhecimento, e, a princípio, estamos lutando e pedindo graça a Deus para mantermos estes trabalhos, sempre com uma visão de dar prosseguimento e crescimento à obra.

JB Litoral – Existe previsão para construção de novos templos da igreja?

Pr. Reginaldo – Previsão não temos, a maioria das nossas congregações já são de porte grande, igrejas bem construídas. Mas existem algumas poucas [que precisam de reforma], e claro que investiremos nisto, na questão de reformas e construção, mas não tem uma previsão de data.

JB Litoral – Qual a estimativa de membros e colaboradores da IEAD em 2019?

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Pr. Reginaldo – Hoje, o campo todo, gira em torno de oito mil membros, com uma média de 10% de obreiros, no caso, cerca de 800 obreiros, cooperadores, diáconos, presbíteros, evangelistas e pastores. Inclusive, em novembro, estaremos fazendo uma ordenação de obreiros, com novos diáconos e presbíteros e, no final do ano, novos evangelistas e pastores serão consagrados. Somente na sede, temos uma média de 1.200 membros.
 

JB Litoral – Hoje, a IEAD conta com quatro membros na Câmara Municipal. Levando em conta esta situação, como vê esta relação entre religião e política na igreja evangélica?

Pr. Reginaldo – Minha visão é que a igreja possui dois conceitos: a igreja como corpo místico, espiritual, e a igreja como estrutura, organização, com um CNPJ. Olhando por este lado, a própria Bíblia nos manda orar pelas autoridades e salienta que nenhuma delas são constituídas, se não, por Deus. Acredito que não se mistura política com religião, mas a gente apoia, honra as autoridades e sabe que, como organização, devemos prestar submissão e dar a César o que é de César, como disse Jesus. 
 

JB Litoral – Domingo encerrou o 15º Congresso Internacional de Evangelismo e Missões da IEAD. Como foi a responsabilidade de, pela primeira vez, estar à frente deste evento e qual a contribuição da prefeitura?

Pr. Reginaldo – De segunda-feira até o final, passaram pelo Congresso cerca de 14 mil pessoas. O evento é de 2004 e um dos idealizadores é o Pr. Ozias Rodrigues, com o Evangelista Valdir Bozi, sempre debaixo da tutela do Pr. José Alves. É um trabalho que, desde 2004, graças a Deus, os governantes da cidade sempre apoiaram, investindo, principalmente, na questão estrutural e com o Prefeito Marcelo Roque não foi diferente. Ele, com os secretários responsáveis, tem dado total apoio, até mesmo na questão de presença, como os outros prefeitos faziam e, neste ano, ele entregou, de forma simbólica, a chave da cidade em nossas mãos.

É uma grande responsabilidade administrar o evento, bem como o campo ministerial, até porque é tudo uma novidade, a transição é nova, foram 29 anos com o Pr. José Alves. Aceitei o desafio e tenho me esforçado ao máximo para dar continuidade ao trabalho, apesar de ser um peso grande. Desde que tomei conhecimento da questão de estatuto, quando me dava o direito [de assumir a presidência], orei reconhecendo minha incapacidade, mas, por se tratar de algo espiritual, levo muito em conta a vontade de Deus, e a Bíblia diz que aquele que Ele chama, Ele capacita. Uma das coisas que me encorajou é por causa da estrutura que já temos formada, somos quase 800 obreiros, temos uma diretoria muito abençoada, composta pelo Pastor Emerson Alves como vice, Evangelista Valdir Bozi como 1º secretário, 2º secretário Pastor Valdir Fernandes, Pastor Maurici Alves como 1º diretor financeiro, 2º diretor financeiro o Presbítero Ezequias Rocha. Pr. José Alves foi nosso grande mestre, nosso professor, aprendemos muito ao longo destas quase três décadas e, hoje, queremos fazer girar a roda.
 

JB Litoral – Deixe uma mensagem à população parnanguara.

Pr. Reginaldo – Queria deixar registrado meu agradecimento ao empenho dos coordenadores do 15º Congresso Internacional de Evangelismo e Missões, pois este ano pude conhecer a parte por detrás dos bastidores, que começa muito antes do início do evento. A partir de segunda-feira já passamos a pensar no congresso de 2020. Agradeço também à Prefeitura, na pessoa do Prefeito Marcelo Roque, e o apoio da nossa diretoria e do corpo ministerial, além de toda a nossa membresia, que colaborou não somente para o evento, mas para o crescimento do reino de Deus na terra. Neste ano, além dos cultos espirituais, o congresso realizou, também, uma ação social, arrecadando alimentos que serão doados, ainda esta semana, para as famílias da Ilha de Amparo. Muito obrigada a todos os irmãos, minha família, esposa, meus filhos, e, primeiramente, a Deus, por tudo o que Ele tem feito e tudo o que irá realizar.  

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