Presos se rebelam contra transferência e agridem policial em Antonina

por Redação JB Litoral
16/12/2019 18:39 (Última atualização: 24/02/2020)

Foto: Divulgação

Dezenas de presos iniciaram uma rebelião na Delegacia de Antonina, no início da manhã desta segunda-feira (16). O local, que tem capacidade para 12 detentos, mantinha encarcerados 30 homens. O protesto se deu devido à transferência de 28 presos da unidade para a Delegacia de Paranaguá. Do total, dois homens já haviam sido removidos na quinta-feira (12).

Segundo a Polícia Civil, os presos depredaram objetos, embarricaram as portas da carceragem e ameaçaram colocar fogo em colchões. Além disto, um investigador foi agredido, tendo uma jarra de café despejada em seu rosto.

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A Polícia Militar já se encontrava na delegacia devido à remoção tradicional de fim de ano, que acontece para que sejam liberadas vagas para encaminhamento de presos da Operação Verão. O Centro de Operações Especiais (COPE), sediado em Curitiba, foi acionado e os policiais assumiram o controle da negociação.

No momento, o Delegado de Antonina, Carlos Alberto, está de férias e quem responde pela unidade é a Delegada Vanessa Cristina, responsável pela Delegacia de Morretes desde maio. De acordo com ela, os presos se rebelaram porque não queriam ser removidos para Paranaguá. Todo o Litoral está empenhado na remoção dos presos que estão custodiados, por enquanto, em algumas delegacias. Foi feito o cronograma das remoções e, para a transição para o Sistema Penitenciário (em Piraquara – Região Metropolitana de Curitiba), eles teriam que ser, inicialmente, removidos para Paranaguá e posteriormente seria feito o encaminhamento para Curitiba. Todavia, os presos se rebelaram justamente porque  estavam se opondo a essa transferência para Paranaguá”, explica.

Segundo informações dos servidores, o motim foi iniciado porque os presos tiveram a informação de que não haverá reforço policial durante a Operação Verão.  “Como eles sabem que a estrutura da delegacia é péssima, só com um policial de plantão, que tem que cuidar da cadeia e atender a população, não tem agente carcereiro, não tem viatura caracterizada, sabendo da precariedade e que não terá reforço, os detentos ‘cresceram’”, diz.

O JB Litoral questionou a Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SESP), que informou que “não houve rebelião e nem motim, nem feridos. O que aconteceu foi que os presos não queriam ser transferidos para Paranaguá, queriam ir direto para Piraquara”. Além disto, foi esclarecido que haverá reforço no Litoral sim, mas, por enquanto, não será divulgado o efetivo”.

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