Nova pesquisa mostra que a IA aumenta a ansiedade do consumidor


Por Assessoria de imprensa

Quem tem medo da inteligência artificial? Aparentemente, a maioria da população. Segundo um estudo recente da Mastercard, os consumidores estão cada vez mais ansiosos com as ameaças causadas pela tecnologia e, consequentemente, confiando menos nela.

Sete em cada dez entrevistados disseram que é mais difícil manter suas informações pessoais seguras na internet do que proteger sua própria casa. O motivo? A forma como a IA permite a criminosos automatizar ataques e imitar o comportamento humano com tamanha precisão que ninguém sabe mais no que confiar.

pexels-yankrukov-4458420
Foto: Divulgação

Uma crescente sensação de vulnerabilidade

De acordo com a pesquisa, 76% das pessoas se sentem mais preocupadas com os riscos cibernéticos hoje do que há dois anos e mais da metade pensa em cibersegurança pelo menos uma vez por semana. Pior ainda: quase 60% acreditam que as fraudes online são inevitáveis.

Essa crescente resignação sinaliza algo mais profundo: os consumidores sentem que perderam o controle sobre seus próprios dados e proteção virtual. 

Como retomar o controle

Embora a IA faça com que as ameaças sejam menos evidentes e os riscos maiores, os indivíduos não são impotentes. De fato, fortalecer hábitos pessoais de cibersegurança pode não apenas melhorar os níveis de proteção como também reduzir a ansiedade e restaurar a confiança dos consumidores.

1. Usar uma VPN

Uma rede virtual privada (VPN) criptografa a conexão, esconde o endereço IP e mantém os dados dos usuários fora do alcance de rastreadores e hackers. Ao acessar uma rede desprotegida de Wi-Fi, ela é o caminho perfeito rumo à segurança. Mas é preciso algumas precauções, como saber se a VPN está funcionando e, caso não esteja, ativá-la antes de acessar o Wi-Fi inseguro.  

2. Habilitar a autenticação multifator

Adicionar uma segunda etapa de verificação, como um código enviado para o telefone, impede o acesso não autorizado, mesmo que as senhas estejam comprometidas. É um passo aparentemente simples, mas que pode ser a diferença entre uma conta invadida ou não. 

3. Investir num gerenciador de senhas

Essas ferramentas geram e armazenam senhas complexas e exclusivas para cada conta, fechando uma das maiores brechas exploradas por bots de hackers controlados por IA.

4. Limitar a exposição de dados

É fundamental ter cuidado com o que se compartilha nas redes sociais ou em aplicativos. Além disso, especialistas aconselham que se removam contas antigas e se verifiquem as configurações de privacidade para controlar quem vê as informações compartilhadas.

5. Aprender a identificar conteúdo gerado por IA

Dicas para desmascarar vídeos e áudios de IA incluem a busca por frases artificiais, detalhes inconsistentes ou imagens distorcidas. Ficar atento a sinais típicos de IA pode ajudar a evitar golpes de deep fake e armadilhas de phishing.

Esses hábitos práticos contribuem muito para reforçar a sensação de autonomia e aliviar o medo causado pela IA em relação à cibersegurança. Embora seja verdade que as ameaças digitais estão evoluindo na velocidade da luz, assumir o controle da própria privacidade é ainda o caminho mais seguro para a paz de espírito digital.

Sair da versão mobile