
No fim da noite de quinta-feira (24) o governo estadual anunciou a mudança de regra para a distribuição dos lotes de vacinas no Paraná. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) a nova estratégia de separação das doses vai superar essa diferença com relação aos grupos prioritários já nos próximos envios. O prefeito de Paranaguá, Marcelo Roque (Podemos) se indignou com a ação, já que a cidade era uma das que mais vacinou proporcionalmente a sua população, no estado.
“Daqui para frente há a possíbilidade de diminuir as doses para Paranaguá, porque o governo estadual mudou os critérios de distribuição. Antigamente o critério era que fosse proprcional ao número de habitantes e agora eles querem fazer com que todo mundo chegue até o final de agosto com 80% da vacinação. Se tem cidade que está com 70% e outra com 45%, essa que está com 45% vai receber mais doses”, explicou o prefeito.
“O que adiantou o nosso trabalho todo aqui? Ficar até três horas da manhã, fazerndo corujão? O que adiantou fazer um trabalho descente?”, questionou Marcelo Roque.
Novo cálculo
Considerando a estimativa de doses, com base na média de envio do Ministério da Saúde, o Estado pretende igualar a vacinação em todos os 399 municípios até o final de agosto, atingindo pelo menos 80% da população adulta.
A metodologia prevê, dessa maneira, que apenas 20% da população geral acima de 18 anos precise ser vacinada em setembro, o que pode possibilitar inclusive um adiantamento do calendário do Governo do Estado, previsto para o final daquele mês.
“Pretendemos com essa nova estratégia promover equidade e também igualar a cobertura vacinal na população geral em todos os municípios. Essa é uma ação que já esperávamos dentro do Plano de Vacinação do Paraná com o único objetivo de avançar na vacinação e imunizar o maior número de paranaenses no menor tempo”, afirmou o diretor-geral da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), Nestor Werner Junior.
O prefeito de Paranaguá destacou que a mudança vai impactar na vacinação do município, que vinha fazendo mutirões e acelerando a vacinação.
“A gente fica muito chateado com essa mudança de regra, mas a gente tem que jogar como está o jogo. Ainda estamos com vacinas por prioridade. Mas não temos culpa de ter um sucesso. Aqui tem Ilhas que Curitiba não tem, o Porto, colônias indígenas”, concluiu Marcelo Roque.