Influencer de Paranaguá faz alerta após filho de 4 meses ser internado com bronquiolite


Por Maisy Pires

Uma simples tosse, que parecia resfriado, virou um susto que nenhuma mãe quer passar. A influencer digital Anna Silva, de Paranaguá, usou suas redes sociais nesta semana para fazer um alerta sobre os riscos da bronquiolite — uma infecção respiratória que atinge principalmente bebês. Ela contou ao JB Litoral que o filho dela, Matteo, de apenas quatro meses, precisou ser internado no Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba, após apresentar sintomas que evoluíram rapidamente. [Confira o vídeo no final da reportagem].

BEBE INTERNADO
Matteo ficou internado no Hospital Pequeno Príncipe. Foto: arquivo pessoal.

“Não é para te assustar, é para te preparar”, disse Anna ao relatar os primeiros sinais: tosse, espirros, nariz entupido e perda de apetite. Mesmo após atendimento médico inicial e com os pulmões aparentemente limpos, o que chamou sua atenção foi um chiado insistente no peito do bebê.

“Escute seu coração de mãe”, aconselhou. “Mesmo já medicado, algo me dizia que tinha alguma coisa errada. A bronquiolite pode evoluir muito rápido.”

A influencer, mãe de três filhos, compartilhou que já havia passado por situação semelhante com outra filha, ainda mais nova na época. Essa experiência a fez insistir por um exame mais específico: “Se o médico não pedir, solicite você. Insista no raio-x do tórax.”

Hoje, Matteo está em recuperação e já respira sem a ajuda de oxigênio. “Está com a saturação ótima para um bebê com bronquiolite. Mas essa doença não é brincadeira, pode piorar muito rápido”, alertou. Ao final do relato, Anna pediu que outras mães compartilhem a informação.

“Bronquiolite é assunto sério. Informação também é um ato de cuidado. Não é exagero. É atenção. É carinho. É proteção. É vida”, concluiu a influencer.

A bronquiolite e o cenário em Paranaguá

O JB Litoral conversou com a secretária municipal de Saúde de Paranaguá, Patrícia Scacalossi. Segundo ela, a bronquiolite costuma atingir principalmente crianças pequenas, com imunidade baixa, como é o caso de Matteo.

“Crianças de 0 a 6 meses não podem tomar a vacina da gripe. Por isso, os cuidados precisam ser redobrados: evitar locais com aglomeração, principalmente agora, no frio, quando muitos ambientes são fechados e há maior circulação de vírus”, explicou.

De acordo com Patrícia, Paranaguá tem registrado aumento expressivo de atendimentos por síndromes respiratórias. “Na semana passada, tivemos dias com quase 800 atendimentos na UPA, quando a média normal é de 450 a 500. Estamos em alerta.”

Situação no Paraná e ações do Estado

O aumento de casos não é exclusivo do Litoral. O Governo do Paraná publicou uma resolução nesta sexta-feira (6) que declara estado de alerta em saúde pública para o enfrentamento das Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAGs). A medida determina que os municípios elaborem planos de ação e reforcem a vacinação em grupos prioritários, como crianças, idosos e gestantes. O documento também autoriza a ampliação de leitos hospitalares e a compra de 100 mil testes rápidos para detecção de Influenza e Covid-19.

Desde o início do ano, o estado já confirmou mais de 10 mil casos de SRAG e 523 mortes. Quase 80% dos pedidos de internação registrados atualmente são de crianças e idosos.

Ações da Prefeitura

Para ampliar a cobertura vacinal, a Secretaria de Saúde vai disponibilizar o ônibus da saúde em frente à UPA na próxima semana e em pontos centrais da cidade, como a praça e o terminal urbano.

A secretária também fez um apelo às mães de crianças em idade escolar: “É fundamental vacinar os filhos. Salas fechadas e crianças gripadas são um ambiente perfeito para a disseminação de vírus. A vacinação protege a criança e quem convive com ela.”

Vacinação contra a gripe

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