Mutirão realiza quase 100 pequenas cirurgias em Pontal do Paraná; saiba quais serão os próximos atendimentos


Por Flávia Barros

Imagine uma unha encravada que impede de caminhar sem dor, de calçar o sapato preferido — ou aquele que precisa ser usado, seja por falta de opção, seja por exigência do trabalho. Ou ainda, verrugas e lesões de pele que levantam suspeitas de câncer e precisam ser removidas para biópsia. Há também os tumores de gordura e cistos cutâneos, que afetam a autoestima e surgem em diferentes partes do corpo.

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Durante o mutirão, foram atendidos 54 pacientes e realizados 99 procedimentos; foi a primeira ação do programa Cirurgilhas em Pontal do Paraná. Foto: Clovis Santos/Prefeitura de Pontal do Paraná

Tratar desses problemas não é algo complexo para os médicos, mas os procedimentos precisam ser realizados com anestesia. Por serem considerados de baixa complexidade, são cirurgias feitas de maneira rápida e com anestesia local. Porém, com a alta demanda e por exigirem mão de obra especializada de médicos cirurgiões, em alguns casos, o atendimento desses procedimentos podem levar bastante tempo em municípios pequenos.

Para atender a esses casos, profissionais e acadêmicos da Saúde da Universidade Federal do Paraná (UFPR) realizaram um mutirão na sexta-feira (4), em Pontal do Paraná. A ação foi uma parceria entre a Secretaria de Saúde e o projeto de extensão universitário de cirurgias, o Cirurgilhas, coordenado pela professora Silvania Pimentel. O programa de extensão é vinculado ao curso de Medicina da UFPR.

Os procedimentos

Durante o mutirão, foram atendidos 54 pacientes e realizados 99 procedimentos, no total. Entre as cirurgias estiveram a retirada de tumores benignos de gordura (lipomas), cistos na pele, verrugas e lesões suspeitas.

Estamos aqui com mais uma ação do programa de extensão de cirurgias. São procedimentos que são passíveis de realização com anestesia local. E, apesar de serem de pequena complexidade, são procedimentos que muitas vezes vão modificar e vão melhorar a qualidade de vida dos pacientes”, afirmou Silvania Pimentel.

A secretária municipal de Saúde, Michele Straub, explicou que os pacientes passaram por uma triagem no dia anterior ao mutirão.

A gente chamou toda a nossa fila represada de pequenas cirurgias para uma triagem, realizada na quinta-feira (3) e, na sexta-feira (4), todos foram atendidos. Até eu, depois que todos os moradores já haviam se submetido aos atendimentos, virei paciente e retirei uma pinta que tinha em meu rosto”, disse Michele, em conversa com o JB Litoral.

Próximos mutirões

Michele Straub também adiantou quais casos poderão ser atendidos na próxima ação a ser realizada no Município, em convênio com o Cirurgilhas. “Para o próximo mutirão, que será daqui a dois meses, vamos olhar para a fila da Dermatologia, para os casos que têm indicação cirúrgica. Vamos chamá-los para participar da ação”, revelou a secretária.

O programa de extensão Cirurgilhas já realizou nove ações na região de Guaraqueçaba. Na cidade já foram realizados 548 procedimentos, em 251 pacientes, que são moradores das ilhas e da sede (alguns pacientes com múltiplas lesões). Os atendimentos levam, em Média, 41 minutos por paciente (da admissão à saída do centro cirúrgico) e levam saúde até às regiões mais remotas.

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