
Ministro Ricardo Barros presta contas do seu trabalho na saúde. Foto/JB
Fato inédito, no sábado (21), Paranaguá se tornou sede do Ministério da Saúde, onde o titular da pasta, o paranaense Ricardo Barros, prestou contas dos seus 200 dias no comando da saúde do país, nas dependências do Teatro Municipal Rachel Costa.
Com a presença da Vice-governadora, Cida Borghetti (PP), da Deputada Federal Christiane Yared (PR) e dos Prefeitos de Paranaguá, Antonina e Guaratuba, Marcelo Elias Roque (PV), José Paulo Vieira Azim (PSB) e Roberto Justus (DEM), respectivamente, o ministro fez uma explanação das conquistas obtidas pela pasta com ele a frente da saúde pública no país.
Usando um datashow, Barros falou das ações adotadas para otimizar os gastos públicos com eficiência econômica, que resultou num total de R$ 1,9 bilhão revertido para o atendimento da população.
O ministro comentou a respeito da liberação de R$ 962,3 milhões para o funcionamento de mais 1.966 serviços na rede pública de saúde a partir deste ano, que garantirá o atendimento da população em unidades que estavam funcionando sem contrapartida do Governo Federal, o que sobrecarregava estados e municípios.
Nestes 200 dias à frente da pasta, os recursos de R$ 1,9 bilhão serão utilizados na ampliação da assistência no Sistema Único de Saúde (SUS).
Estes novos recursos, fruto da sua gestão entre setembro e dezembro, beneficiam 1.057 municípios de todas as unidades da federação. Entre os serviços hospitalares e ambulatoriais contemplados estão 53 para atendimento de pacientes com câncer, 71 voltados a assistência de gestantes e bebês, 421 para a rede de urgência e emergência, incluindo UPAs e SAMU, 94 para assistência em UTI e 39 para cuidados de pessoas com deficiência.
Estas reduções vieram, entre outras ações, da negociação na compra de 39 medicamentos, cujo valor ficou 13,7% abaixo do previsto sem reduzir o quantitativo, revisão de contratos de informática e reforma administrativa.
O ministro destacou ainda que a negociação para compra de três bilhões de horas de proteção contra o mosquito Aedes aegypti gerou uma eficiência de R$128 milhões para os cofres públicos.
Em seu pronunciamento, Marcelo Roque criticou o estado da rede de atendimento à saúde do município que herdou da gestão anterior e destacou o esforço da gestão em buscar parcerias com os governos, estadual e federal, para melhorar a situação.
Da mesma forma, o Prefeito Zé Paulo ressaltou a necessidade de uma maior participação do Estado e União nas ações da saúde em favor dos antoninenses. Roberto Justus, por sua vez, agradeceu o sinal verde que vem recebendo do Governador Beto Richa e do ministro nas ações que pretende fazer em favor da população.