O prefeito de Pontal do Paraná, Rudisney Gimenes Filho (MDB), o Rudão Gimenes, esteve em Brasília (DF) representando os municípios de Pontal, Matinhos e Guaratuba, na última quarta-feira (21), em reuniões voltadas à expansão do atendimento do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), por meio do Comesp (Consórcio Metropolitano de Serviços do Paraná).

Segundo a Prefeitura de Pontal do Paraná, a pauta principal foi a implantação de uma ambulância de suporte avançado (Alfa) em Matinhos, com atendimento regionalizado para o Litoral, e uma nova ambulância de suporte básico (Bravo) – com socorrista e técnico de enfermagem – para Pontal do Paraná, destinada aos atendimentos de menor complexidade.
“Atualmente, a única ambulância Alfa da região – com equipe formada por médico, enfermeiro e socorrista – está sediada em Paranaguá, com prioridade de atendimento ao próprio município”, informou a Administração Municipal.
Em um vídeo publicado em suas redes sociais, Rudão Gimenes aparece em Brasília, ao lado de Karime Fayad (PSB), presidente do Comesp e prefeita de Rio Branco do Sul, cidade da Região Metropolitana de Curitiba.
“Diante da dificuldade que nós estamos tendo com Cislipa, lá no Litoral, eu como prefeito de Pontal, o prefeito de Matinhos e o prefeito de Guaratuba, estamos buscando apoio no Comesp, para melhorias no Samu, na questão de economicidade para cidades, mas, principalmente, do serviço de saúde do Samu”, disse Rudão.
Já a presidente do Comesp detalhou a agenda conjunta para viabilizar que o Samu para os três municípios do Litoral passe a ser ofertado pelo Consórcio Metropolitano.
“Tivemos uma agenda com a ministra Gleisi Hoffmann, de Relações Institucionais, que garantiu esse apoio para que tenhamos essa ambulância Alfa para os três municípios, melhorando o atendimento para os seus cidadãos. Daqui, estamos indo lá no Ministério da Saúde reforçar esse pedido e eu tenho certeza de que, em breve, teremos boas notícias para o povo de vocês”, afirmou Karime.
Economia na proposta de transição
Atualmente, Pontal do Paraná integra o Cislipa (Consórcio Intermunicipal de Saúde do Litoral do Paraná), com repasse mensal de R$ 99 mil para operação dos serviços. O Município vem travando uma batalha judicial com a entidade, conforme noticiou o JB Litoral, por discordar de alguns pontos, como o aumento do remasse dos integrantes. Os valores repassados pelas cidades associadas cobrem os custos com a regulação médica e a gestão de profissionais para uma ambulância Bravo em Pontal e a Alfa que fica em Paranaguá. Os custos com veículo, manutenção, base operacional e telefonia ficam sob responsabilidade do Município.
Do total do repasse, R$ 70 mil são de recursos municipais, calculados proporcionalmente à população, e o restante (cerca de R$ 29 mil) são repasses do Governo Federal.
Segundo o Executivo, com a transição do serviço para o Comesp, seria mantido o mesmo valor de repasse federal, mas a cota do Município seria reduzida para R$ 57 mil em recursos próprios.
O que diz o CISLIPA
Por meio de nota, o Cislipa sinalizou que parte das dificuldades financeiras da entidade é causada pela inadimplência dos três Municípios.
“Lamentamos que, apesar de citar a economicidade, Pontal do Paraná, Guaratuba e Matinhos mantenham débitos em aberto com o Cislipa, o que impacta a capacidade de investimento, honrar compromissos passados, a manutenção dos serviços essenciais e a saúde financeira do consórcio”, disse trecho do documento.
Em relação à possibilidade de o Comesp passar a operacionalizar o Samu nas cidades em questão, o Cislipa defendeu que a mudança enfraquece a Saúde na região.
“O Cislipa sempre priorizou o interesse coletivo e o fortalecimento da 1ª Regional de Saúde, e entende que qualquer divergência na gestão de consórcios deveria ser resolvida com diálogo e foco no bem-estar da população. A intenção veiculada enfraquece a 1ª Regional de Saúde, vai de encontro às portarias que regem serviços de assistência secundárias e cria a necessidade de reorganização dos fluxos existentes no Litoral do Paraná”, completou.