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Secretária de Governo de Paranaguá abre o coração e revela como consegue conciliar a maternidade com todas as outras funções

Por Flávia Barros
08/05/2022 14:34 |
Atualizado em 16:26

A sociedade vem passando por transformações profundas ao longo das últimas décadas. Muitos podem pensar que o pilar delas é a evolução tecnológica, o crescimento populacional, a mudança de valores e pensamentos que ditaram as regras por séculos. Mas, na base disso tudo, está a mudança do papel das mulheres na sociedade. Antes somente na retaguarda, subjugadas ao famigerado “lugar de mulher é…”, ao longo do tempo, como não podia deixar de ser, foram conquistando seu espaço, antes reservado apenas aos homens. Afinal, todos são seres humanos, que merecem igualdade e respeito, assim como todos têm direitos e deveres iguais, independente do gênero.

Não foi e não é nada fácil essa transformação do “lugar da mulher”, porque a estudante, a profissional, enfim, a mulher, tem que conciliar todos os papéis que ela quer e pode exercer, com aquele que é visceral, fundamental para que todos possam simplesmente ser, existir: o da maternidade. Só quem é mãe pode entender, em sua plenitude, o que significa conciliar a vida com a maternidade. Este ano o JB Litoral conversou com uma parnanguara que vivencia isso, assim como milhares de mães da cidade, a secretária de Governo e Ouvidoria Geral, Luciana Santos Costa. Advogada, 47 anos, mãe de duas filhas, uma de 23 e outra de 20 anos e, por último, mas não menos importante, filha da professora Regina Helena, de 77 anos.

MÃE EXEMPLO

JB Litoral – Como foi/ é ser filha de uma educadora?

Luciana Costa – Sempre procurei ser uma boa filha, cresci respeitando muito meus pais. Minha mãe, como educadora, exigia muito de mim, e hoje agradeço por isso, pois me tornei a profissional que sou hoje graças à sua firmeza e, principalmente, aos bons exemplos de responsabilidade, dedicação, força e coragem.

CONCILIANDO OS PAPÉIS


JB Litoral – Como construiu sua trajetória até assumir, além do papel de filha e profissional, também o de mãe?

Luciana Costa – Construí minha trajetória com muito trabalho, muito esforço e sempre estudando bastante, pois a minha profissão exige muita leitura, muita dedicação e horas de trabalho.

JB Litoral – Após ser mãe, como conciliou todos esses papéis?

Luciana Costa – Não é fácil conciliar todas as obrigações, em especial com a família. Porém, temos que ter em mente que é necessário que saibamos dividir os papéis e nos dedicar a todos eles com o mesmo amor e, principalmente, dar aos nossos familiares todo amor e atenção que eles merecem, pois nossos filhos são presentes que Deus nos confiou e é nossa obrigação criá-los sempre na Sua presença.

CARREIRA X FILHOS


JB Litoral – Atualmente a senhora desempenha um importante cargo público, em que isso impacta em sua rotina como mãe?

Luciana Costa – A vida de profissional é muito constante e cheia de desafios. O cargo que hoje ocupo exige muita disciplina, muita responsabilidade, estudo e horas de dedicação, pois temos o dever de buscar sempre o melhor para a população, porque é para isso que estamos na função pública. Isso faz com que eu, atualmente, seja uma mãe muito ausente, mas procuro estar presente sempre que posso e jamais deixo de perder os momentos junto com minhas filhas. Também procuro deixar claro para elas que, ainda que minha profissão seja minha paixão, e exija muita dedicação, elas sempre serão minha prioridade. Hoje sou mãe de duas mulheres lindas, que se tornaram adultas dedicadas e posso perceber que seguem meu exemplo como profissionais, pois são extremante dedicadas, responsáveis e focadas nos seus objetivos. Me sinto com o dever cumprido, pois criei dois seres humanos exemplares.

JB Litoral – O que diria para todas as mães que têm de suprir as necessidades dos seus filhos e, ainda, provar tantas coisas para a sociedade?

Luciana Costa – Sei que como é difícil, para mim, conciliar todas nossas obrigações com a família. E para todas as mães não é diferente. Mas a mulher recebeu essa dádiva divina de sempre dar conta do recado e devemos nos dedicar ainda mais para que possamos, juntas, construir uma sociedade melhor, formando bons cidadãos.

BATALHA DIÁRIA


JB Litoral – Como avalia o status atual da sociedade em relação às mães? O que seria necessário para que as mulheres pudessem exercer seus tantos papéis com mais dignidade?

Luciana Costa – Ao longo da história, a mulher teve várias conquistas e já evoluímos bastante, mas certamente temos muito ainda para melhorar, muitas coisas a conquistar. Hoje podemos perceber que a mulher continua avançado ainda mais na sociedade, ocupando cada vez mais lugares importantes e, muitas delas, vêm se destacando sobremaneira. O que nos comprova a força da mulher para vencer todos os desafios impostos pela sociedade.

INSPIRANDO MULHERES


JB Litoral – A senhora idealizou um podcast voltado a mulheres, o qual teve a sua mãe como convidada na última semana. Poderia falar um pouco mais sobre esse projeto e a emoção de executá-lo junto a ela?

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A secretária é filha da educadora Regina Helena, que dedicou 56 dos seus 77 anos à educação dos parnanguaras. Foto: Arquivo pessoal

Luciana Costa – Diante de todos esses desafios que a mulher enfrenta, diuturnamente, é que o “Inspire-se Cast” foi idealizado. Para que várias mulheres possam participar e contar suas trajetórias, dividir suas experiências, compartilhar seus desafios e, com tudo isso, podendo inspirar outras mulheres a realizarem seus sonhos, conquistar seu espaço e perceber que podemos ser, estar e fazer o que quisermos, pois a força feminina é inquestionável e comprovada ao longo da história. Na última terça-feira (3), tive o privilégio de receber a visita da minha mãe, professora de matemática que, ao longo de seus 56 anos em sala de aula, tanto fez pela educação, deixando um legado que muito me inspira, pois fui criada vendo essa profissional se dedicar e enfrentar tantos desafios para criar os filhos, prover o sustento da família e, ainda, cumprir com maestria os desafios impostos pela profissão. Tenho absoluta certeza de que a mulher forte e realizada que sou hoje, devo a minha mãe. Por isso procuro pautar minha vida em seus exemplos e ensinamentos, para que minhas filhas sintam de mim o mesmo orgulho que sinto da minha mãe.