CONSEG ganha reforço de R$ 200 mil em projeto da comunidade portuária

por Redação JB Litoral
25/06/2018 04:21 (Última atualização: 21/01/2019)

Projeto visa aumentar a segurança nas vias de acesso e bairros da cidade

Uma parceria feita pelo Conselho Comunitário de Segurança (CONSEG), autoridades públicas de segurança, com representantes da comunidade portuária, resultou na comunhão de esforços e lançamento de um projeto de monitoração eletrônica, que será arcado com recursos privados na ordem de R$ 200 mil, para aumentar a segurança nas vias de acesso ao Porto de Paranaguá. É o que informou o Diretor Executivo do CONSEG da área portuária, Edilson Nunes, em reunião realizada na quarta-feira (14) na sede do Sindicato dos Operadores Portuários do Estado do Paraná (SINDOP) em Paranaguá.

A proposta é criar um projeto para monitorar digitalmente vias públicas, desde a Avenida Bento Rocha, suas transversais, Rua Professor Cleto, a Roque Vernalha e a Avenida Coronel Santa Rita, explica Nunes. “Vamos fazer com que este monitoramento identifique os pontos críticos e rotas de fuga, para que possamos, de maneira inteligente, escoar nossa safra com mais segurança e tranquilidade e também estender para o centro de Paranaguá e pontos que a Polícia Militar e a Guarda Portuária queiram designar”, informou Edilson.

O projeto é inédito na cidade e conta com a participação da Associação dos Terminais de Grãos de Paranaguá (ATEXP), os terminais líquidos da Catallini e PASA, além de segmentos como a Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Paranaguá (ACIAP), Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA) e SINDOP. “Os empresários entendem que segurança pública é uma via de mão dupla e creem que se trata de um projeto bem elaborado o qual ajudará as empresas e a população”, argumentou.

Prefeitura e demais envolvidos

Ele destacou ainda a participação da Prefeitura Municipal nesta parceria, principalmente em ações básicas, porém, fundamentais para o êxito deste empreendimento, como a iluminação pública. “Como a Bento Rocha está sendo revitalizada, vamos procurar o DER (Departamento de Estradas e Rodagens) que vai executar o projeto e o Secretário de Segurança, João Carlos, já se prontificou a falar com a prefeitura para ver se conseguimos encaixar no orçamento da revitalização, a iluminação, as sinalizações frontal e vertical e sonora. É uma parceria Público e Privada em que os operadores portuários e os terminais farão a compra dos equipamentos, pelo CONSEG, o qual receberá como doação e fará sua aplicação do recurso, com total vistoria pelo Tribunal de Contas, Ministério Público e todos os órgãos fiscalizadores”, concluiu informando que o projeto terá um investimento inicial de quase R$ 200 mil.

Presente à reunião, o Comandante do 9º BPM, Tenente Coronel Rui Noé Barroso, destacou a iniciativa de buscar soluções básicas, como o reforço na iluminação pública, que ajudará na resolução de problemas em alguns pontos da cidade de baixa ou quase nenhuma iluminação, além de edificações abandonadas, terrenos baldios que servem como local de encontro para dependentes químicos e, até mesmo, de marginais. “No momento em que se otimiza a questão de iluminação, o cidadão infrator pensa duas vezes antes de cometer um roubo ou um estrupo, se o local não for ermo. São questões simples que acabam quase passando se não forem observadas no dia a dia, mas que são de suma importância, principalmente, se nós conseguirmos fazer com que a iluminação seja melhorada”, defendeu.

Sobre o monitoramento que será investido neste projeto, o comandante ressaltou que envolve tecnologia de ponta. “Otimizo a questão de segurança, por meio da vigilância por câmera, não que o trabalho da polícia será substituído, entretanto, muitas vezes, a câmera não substitui o trabalho do homem, do operador, mas tenho condições de vigiar e monitorar uma área maior, fazendo com que isto nos auxilie na aplicação direta do policiamento e também a sensação de tranquilidade. O próprio marginal que pretende cometer algum ato infracional vai pensar duas vezes de fazer isto em uma região que sabe que é monitorada por câmeras. Otimizo os dois lados, a ação da polícia e o aspecto preventivo, onde o marginal vai pensar antes de cometer o ato ilícito”, assegurou.

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80 câmeras inicialmente

A reunião contou, ainda, com a presença de Alan Bastos, empresa de Curitiba que atua na área de interação, comunicação de rádio, fibra CFTV e sistema de inteligência de monitoramento urbano a qual irá fornecer as câmeras de monitoração.  “O pessoal nos procurou para ajudar neste projeto, dimensionando por meio de alguma solução adequada com custo acessível, que é o mais importante, nos adequar à situação deles”, explicou.

Alan explicou que o ideai é usar um software que reconhecerá, nas câmaras instaladas nos pontos que irão ser definidos, toda esta complexidade, monitorando tanto no controle facial, placa de veículos, tipo de veículo, velocidade, tudo na integração de um Centro de Monitoramento. Haverá todo este acesso de imagem, banco de dados, lista de permissões, de solicitação de veículos com problema, trânsito de veículos com problema, excesso de velocidade, caminhões com problemas, entre outros, por intermédio de 80 câmeras, em um primeiro momento. “A empresa vai implantar todo o sistema e quem vai operar será a própria polícia ou quem eles deleguem”, finalizou Bastos.

Ficou definida uma nova reunião onde será apresentado todo o projeto de monitoramento. De acordo com o CONSEG, nesta apresentação, pré-agendada para o dia 28 de junho, às 16h30, no auditório da Appa, serão convidados a Ecovia, a Polícia Federal, Ministério Público do Paraná, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Civil para que estejam juntos, além de novas empresas da área portuária, como o Terminal de Contêineres Paranaguá (TCP).

 

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