Solar do Dacheux continua sem uso e sem previsão para o Restaurante Escola

O prédio, que recebeu R$ 287 mil em recursos do Governo Federal, está com parte do reboco das paredes externas retiradas e com a pintura desgastada

por Redação JB Litoral
19/06/2015 15:00 (Última atualização: 19/06/2015)

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No dia de 3 de maio de 2010 o ex-prefeito José Baka Filho (PDT) recebeu no gabinete do Palácio São José o superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no Paraná, José La Pastina Filho, a arquiteta da instituição Liliane Lucena, o historiador Juliano Martins, o ex-presidente da Fundação Municipal de Cultura (Fumcul), Alceu Chaves e o presidente da Fundação Municipal de Turismo (Fumtur), Luiz Fernando Oliveira e a arquiteta da prefeitura Rita Abe para entrega das chaves do Solar do Dacheux. Porém, passados cinco anos o prédio continua sem uso. 

Projetado para abrigar um Restaurante Escola, inicialmente iria funcionar como uma casa de cultura do município, porém, nem restaurante e tampouco para casa de cultura o Solar do Dacheux foi usado até hoje e, atualmente, funciona como depósito de objetos relacionados às apresentações de fandango, bem como dos usados nas Feiras da Lua e parte do acervo da Rede Ferroviária, segundo informações da Fundação Municipal de Cultura (Fumcul). O prédio faz parte do patrimônio histórico tombado da cidade e, na parte interna, irá abrigar o Restaurante Escola, onde foram colocados novos pisos, banheiros e elevador para acessibilidade. No segundo andar, o projeto é para funcionar um café com computadores para uma consulta informatizada sobre a história e locais da cidade.

Ainda na parte superior do prédio um pedaço da parede foi deixado à mostra para que as pessoas possam conhecer como eram feitas as construções da época quando o Solar foi construído, que utilizavam um barro regional e pedras.
Quase dois anos após a entrega das chaves, em janeiro de 2012, o Solar entrou na programação da 30ª Oficina de Música de Curitiba, a primeira em Paranaguá, e o Solar foi incluído entre as oficinas musicais de violão, pandeiro, canto, clarinete e saxofone, juntamente com a Casa Cecy, Casa da Música Brasílio Itiberê e Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE). Mas nada disso aconteceu na Casa Dacheux.

Ações de vandalismo

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A reportagem do JB esteve no Solar e constatou que o prédio já apresenta sinais de vandalismo e um nítido desgaste da pintura em quase todas as paredes externas. São falhas no reboco retiradas por ação de vândalos, riscos e sujeira nas paredes. A placa da obra ainda mostra o investimento de R$ 287.630.21 do Governo Federal e mais R$ 15.138,43 de contrapartida da prefeitura e está perigosamente apenas encostada na parede.

Procurada pelo JB, a prefeitura, através da Fumcul, garantiu que o prédio possui condições de abrigar eventos, o que ainda não aconteceu até o momento. Após cinco anos, a prefeitura ainda aguarda a finalização das obras para implantação do projeto de Restaurante Escola. Segundo a Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Gestão (Semplog), recentemente, o projeto obteve autorização do Corpo de Bombeiros e da Caixa Econômica Federal (CEF) para licitação. A partir daí, foi aberto processo licitatório da obra, que está correndo internamente. Os recursos são do Ministério do Turismo (MTur).

 

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