Temporada de verão demanda cuidados com a pandemia da Covid-19

por Redação JB Litoral
26/11/2020 16:46 (Última atualização: 27/11/2020)

Piscinas também precisam ser tratadas com produtos químicos, mas o mais importante ainda é o distanciamento social

Por Marinna Protasiewytch

Com a elevação das temperaturas e a chegada da temporada de calor no litoral paranaense, uma dúvida tem sido constante. A pandemia do novo coronavírus não dá mostras de que deve ser paralisada em 2020, mesmo com os avanços das vacinas e, desta forma, a preocupação é quanto à transmissão do vírus, que tem uma taxa alta de contaminação.

Segundo o médico infectologista do Laboratório Frischmann Aisengard, Alberto Chebabo, “não há transmissão de Covid-19 pela água, o problema maior é a aglomeração das pessoas em volta dos locais, como piscina e praia. O banho de mar, atividades na piscina, como natação, não tem problema, a questão é a aglomeração das pessoas em volta, como na areia”, explicou.

No entanto, é preciso estar em alerta, já que em muitos pontos do litoral paranaense existem ainda saídas de esgoto a céu aberto e ligações de despejo direto no mar. Conforme uma pesquisa realizada pela Fio Cruz, o novo coronavírus pode ser encontrado no esgoto, contudo, ainda não se sabe se há a contaminação direta ou não por aqueles que entram em contato com o dejetos.

Para o coordenador médico da Paraná Clínicas, Eduardo Senter, os responsáveis por áreas de lazer com água “devem proibir aglomerações, orientar distanciamento social,  em espaços fechados estipular um limite máximo de pessoas circulantes, realizar a higienização das superfícies, das mãos, aferir a temperatura das pessoas ao entrar em locais fechados (clubes, escolas de natação, etc.). Além de fiscalizar o uso obrigatório de máscaras”. Desta forma, será possível manter a segurança daqueles que frequentam as áreas de lazer.

Como o coronavírus é transmitido?

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estipulou, em conjunto com vários cientistas do mundo todo, quais são as formas mais comuns de contaminação pela Covid-19. Por se tratar de um vírus, é necessário que a pessoa seja exposta a ele, seja por contato físico ou troca de secreções. No enunciado do documento, divulgado pelas autoridades de saúde brasileiras, fazem parte do método de contágio: a tosse; o espirro; a saliva; o aperto de mão ou toque; o contato com objetos já contaminados e, posteriormente, o contato com mucosas; e o ar.

Segundo o doutor Eduardo Senter, “até o presente momento não há indícios de transmissão da COVID-19 pela água. Ela ocorre por gotículas de saliva e aerossóis, que são partículas ainda menores que as de saliva, expelidas ao falar, tossir ou espirrar”.

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Nas praias o cuidado deve ser com a aglomeração e o uso contínuo da máscara

Máscara e água potável

“Recomendamos que as pessoas evitem quaisquer tipos de aglomerações. Sem dúvidas, ao utilizar as piscinas ou ir ao mar, orientamos que seja com o uso de máscaras. Lembrando que as máscaras devem ser trocadas sempre que apresentem umidade, portanto, ao molhar em piscinas recomendamos a sua troca imediatamente”, ressalta o médico da Paraná Clínicas.

A água consumida pela população nas torneiras, considerada potável, não pode ser vista como uma das propagadoras do vírus, uma vez que ela leva quantidades altas de componentes químicos, os quais realizam o tratamento até que ela se torne própria para o consumo.

Segundo o relatório anual da qualidade da água da Sanepar, o tratamento realizado nos municípios ocorre em sua maior parte por “fases de coagulação, floculação, filtração, desinfecção e fluoretação”, conforme afirma o documento. Já a Iguá Saneamento afirma em seu parecer que “anualmente, realizamos mais de 900 mil testes atendendo às exigências do Ministério da Saúde para garantir o padrão de potabilidade para consumo humano da água que distribuímos nas cidades onde atuamos. Para a condução de análises específicas, mantemos também parcerias com laboratórios credenciados. Análises bacteriológicas apontam conformidade de nossa água superior a 99,9%”.

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