Radar Portuário

Teste seletivo do Ogmo-Antonina para o quadro de Capatazia fica abaixo do esperado

Por Cristian César de Oliveira
02/09/2021 14:14 |
Atualizado em 20:16

Mesmo trazendo a novidade da abertura de inscrições para mulheres, o processo seletivo para ingresso ao quadro de Capatazia/Arrumadores – Ogmo/A não empolgou grande número de desempregados. No edital de homologação das inscrições do certame, somente 700 candidatos preencheram os requisitos para a prova de títulos. A princípio, são 100 vagas disponíveis para ingresso no quadro de cadastrados. O número baixo nas inscrições se deve ao fato de critérios adotados para a seleção: prova de títulos (comprovação de experiência na área), além da exigência de o candidato possuir carteira nacional de habilitação, categorias C, D e E. Os 100 (cem) candidatos que obtiveram a maior pontuação, efetuada em ordem decrescente da somatória dos pontos obtidos na avaliação de título, serão convocados para as provas de avaliação física. As próximas fases do processo podem ser acompanhadas pelo endereço:

www.concursosfau.com.br/novo/concurso/OGMO.

Caixa para os portos é “zero”, diz secretário de Bolsonaro em audiência sobre o Porto de Itajaí

O secretário Nacional de Portos e Transportes Aquaviários, Diogo Piloni, disse em Itajaí, nesta quarta-feira (25), que as verbas federais para os portos brasileiros acabaram. A afirmação foi feita durante a apresentação dos estudos sobre a desestatização do Porto de Itajaí, prevista para ser concluída em 2022.

– O caixa é zero para os portos – afirmou o secretário. 

Piloni falou sobre o cenário de restrição fiscal da União e de muitos estados, que prejudica os investimentos. Em 2020, o Ministério da Infraestrutura executou 99,8% do orçamento. Para 2021, a pasta informou que tem cerca de R$ 7 bilhões em orçamento discricionário, que é a verba disponível para obras em rodovias, ferrovias, portos e aeroportos, em todo o país. O secretário apresentou os investimentos mais recentes feitos pela União no Porto de Itajaí. Foram R$ 650 milhões no período de 2010 e 2018, entre obras de dragagem e infraestrutura. Desde então, não houve aplicação de recursos federais no terminal. O secretário disse que o governo não tem mais disponibilidade para arcar com os investimentos que são necessários para garantir a viabilidade econômica do terminal a médio prazo. O governo federal propõe a concessão total do Porto de Itajaí, incluindo administração e infraestrutura portuária, que hoje tem gestão municipalizada. A ideia é manter apenas a propriedade dos ativos como patrimônio da União. A proposta é contestada pela prefeitura de Itajaí, que lançou um movimento a favor da manutenção da autoridade portuária municipal. O argumento da Secretaria Nacional de Portos, para defender a concessão total, é garantir maior “flexibilidade de gestão” à empresa que administrar o Porto de Itajaí. Piloni disse que esse é um dos quatro pilares para que o processo seja bem-sucedido, junto com segurança jurídica, disponibilidade de áreas, eficiência e rentabilidade. Os estudos do governo federal propõem um edital de concessão com R$ 2,8 bilhões em investimentos – do total, R$ 1 bilhão para os primeiros três anos, com desapropriação e aumento da área retroportuária e aquisição de novos equipamentos.

Fonte: NSC Total