“Vamos recorrer e a campanha continua”, diz Marcelo Roque sobre impugnação

por Maisy Pires
28/10/2020 22:48 (Última atualização: 29/10/2020)

Marcelo Roque é candidato a prefeito de Paranaguá

Em decisão divulgada nesta quarta-feira (28), o juiz eleitoral Guilherme Moraes Nieto impugnou a candidatura do atual prefeito e candidato à reeleição, em Paranaguá, Marcelo Elias Roque (Podemos). Porém, a decisão cabe recurso e o pedido no sentido de que seja proibida a continuidade de veiculação de propaganda eleitoral foi indeferido, ou seja, a campanha pode continuar. 

Sobre o ocorrido, o candidato a prefeito ressaltou, após a publicação da sentença, em uma live transmitida na sua página na rede social Facebook, que a história se repete. “Isso já aconteceu com o meu pai, em 2006, quando ele foi candidato a deputado estadual, ele não teve o registro na primeira instância, mas ganhou na segunda e foi o deputado mais votado da história do litoral do Paraná e cumpriu o mandato. Em 2012 foi a mesma coisa. Se eu fosse candidato adversário teria vergonha de lutar para que o outro não possa sair. O candidato tem que lutar pelas propostas, por aquilo que quer fazer. Estão se vangloriando por uma decisão de primeira instância, mas terão que ganhar de mim nas urnas, no dia 15 de novembro. Nós vamos recorrer e a campanha continua ainda mais forte”, disse Marcelo Roque. 

Entenda o caso

De acordo o processo, o juiz julgou procedentes as ações de impugnação ao registro de candidatura, para o fim de declarar inelegível o candidato para as eleições 2020 e, pela via de consequência, negar o registro da sua candidatura, diante da vedação ao exercício de um terceiro mandato consecutivo por integrante do mesmo núcleo familiar. Pois, segundo o magistrado, o falecido Mário Roque, pai de Marcelo, assumiu como prefeito, antes de falecer, em 2013, e exerceu a função por alguns meses. Em seguida, Marcelo Roque foi eleito e, caso reeleito em 2021, seria o terceiro mandato da mesma família no município, o que é vedado pela Constituição Federal de 1988”. 

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