Vereador denuncia infestação de fezes de pombos em escola de Paranaguá

por Redação JB Litoral
30/10/2018 00:00 (Última atualização: 21/01/2019)

A denúncia de uma mãe desesperada, com o que ela considera “um tamanho descaso” na Escola Municipal Nayá Castilho, onde seu filho estuda, preocupou o Vereador Nóbrega (PRTB) e o fez se deparar com uma infestação de fezes de pombos, no forro do prédio que dá acesso às salas de aula e outros ambientes.

Coincidentemente, no mesmo dia, sexta-feira (19), igual reclamação foi repassada para o JB Litoral, por telefone, por outra mãe preocupada com a situação, porque sua filha também é aluna do referido colégio.

Em conversa com o vereador, a respeito de outro assunto, ele alertou a reportagem sobre o que viu in loco na cobertura.

Nóbrega disse que, antes de checar a denúncia, fez contato com a Superintendente da Secretaria Municipal de Educação e Ensino em Tempo Integral (Semedi), onde passou toda a situação, e ela se prontificou a tomar providências para buscar uma solução. Depois, ele se dirigiu até a instituição de ensino, e pode presenciar o que também considerou um descaso com a segurança e saúde de todos que frequentam o colégio. “Quando cheguei tinha duas pessoas limpando. Mas subi até lá para entender o que estava acontecendo. Confesso que foi de assustar, um verdadeiro criadouro de pombos com vários filhotes, alguns mortos gerando risco de contaminação no local. Isso espalhado por todo o forro. Segundo os dois trabalhadores, vão levar alguns dias para fazer toda a higiene. Lamentável”, disse.

Ele ouviu de alguns funcionários, que já tinham solicitado várias vezes, para que se resolvesse esta questão, porém, alegavam que era necessário aguardar a assistência e isto seria solucionado. Entretanto, a manutenção foi feita pela Blasckyz, mas não detectaram este problema e deixaram como se nada tivesse acontecido.

Semedi sugere solução supostamente ilegal

O vereador ressaltou ainda que, em conversa com algumas professoras, houve reunião com a Secretária Vandecy Dutra, e foi pedido para usar recursos federais que recebem do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), para que fosse realizada a higienização do ambiente. “Elas não gostaram, pois essa verba vem para ser aplicada de acordo com as necessidades físicas e pedagógicas, tendo como principal objetivo a melhora da aprendizagem dos alunos. Para gastar esse dinheiro tem que passar pelos pais dos alunos, pois seria para compras em benefício das crianças e não em reforma”, esclareceu.

CONTINUA DEPOIS DO ANÚNCIO

O vereador faz referência ao que a legislação federal determina, como por exemplo: onde e em que podem ser gastos os recursos do PDDE. Este dinheiro deve ser aplicado na aquisição de materiais permanentes e de itens de uso diário, na realização de pequenos reparos na infraestrutura física do prédio (como consertos de torneiras) e na contratação de mão de obra para estes serviços. Todavia, em outubro do ano passado, a Blasczyk – Limpeza e Conservação foi contratada para fazer a manutenção predial dos municípios por R$ 6.8 milhões (R$ 6.841.701,27) e, sequer, reparou neste perigoso problema. “A escola até recebeu o auxílio desta empresa, mas deixou muito a desejar pela situação em que se encontra hoje. Quem observou foi outra firma que cuidava do ar condicionado. Será que tinha fiscal?”, questiona Nóbrega.

Diretora entrou em pânico

O vereador destacou que a Diretora Oneide de Lima Souza entrou em pânico pela pressão que tomou da Semedi e já contratou a mão de obra para fazer, no mínimo, a limpeza. “A secretaria ia solicitar o retorno da outra empresa, que realizou a manutenção para recolocar a cobertura que tinha caído e assim dando mais espaço para os pombos”, comentou.

Nesta semana Nóbrega estará solicitando, por intermédio da Câmara Municipal, requerimento direto ao Prefeito Marcelo Elias Roque (PODEMOS) pedindo providências para um saneamento verdadeiro com fiscalização do trabalho. “Firmas com esse tipo de serviço não se pode aceitar mais em licitações em nosso município. Vamos também cobrar da Secretaria para acompanhar mais de perto as escolas que se encontram em situações parecidas e não deixar acontecer essa vergonha para a nossa cidade”, disparou.

Esta ocorrência gerou rumores de que a Vigilância Sanitária havia interditado o colégio, porém, a reportagem enviou questionamentos para a Secretaria Municipal de Comunicação Social, atualmente sob o comando interino da Jornalista Luciane Chiarelli Magalhães, mas até o fechamento da edição não houve resposta. Contudo, o Jornalista Osvaldo Capetta, que atua na Secretaria Municipal de Saúde, encaminhou um comunicado informando que tal interdição não ocorreu. A equipe da vigilância sanitária da Secretaria Municipal de Saúde esteve no local realizando uma fiscalização de rotina. “Foram registrados dejetos de pombos e foi solicitada uma lavagem da área e fechamento do beiral por onde as aves passam. Vale ressaltar que este tipo de fiscalização ocorre anualmente não só em prédios públicos, como também em empresas e outros órgãos que atuam na cidade”, fecha a nota.

 

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