Vereadores esvaziam sessão e não votam contas de Mônica Peluso em Antonina

por Redação JB Litoral
21/11/2019 01:48 (Última atualização: 24/02/2020)

O plenário lotado de capelistas no Palácio Ypiranga na terça-feira (19) que foram acompanhar a sessão da Câmara Municipal que teve como pauta a Prestação de Contas do Exercício de 2003 da prefeita Munira Peluso (Cidadania 23), conhecida por Mônica Peluso, pode ter desencorajado os vereadores para votação que foram embora sem dar qualquer tipo de satisfação ao público presente.

De acordo com a ex-prefeita, a última reeleita para dois mandatos consecutivos (1997 a 2000 e 2001 a 2004), as contas que haviam recebido Parecer de Desaprovação e, após suas defesas, ficou Regular com Ressalvas, mostraram que ela encerrou o mandato sem dever nada para o município. Entretanto, nesta votação ela poderia exercer seu direito de defesa e, até mesmo seu advogado, veio de Curitiba diretamente para orientá-la.

Os vereadores vieram até a Câmara e foram vistos, não só pelo público presente, como pela ex-prefeita, contudo, a sessão foi cancelada por falta de quórum. Foram considerados ausentes os vereadores Paulo Roberto Broska (PSDB), Rozane Maristela Benedeti Osaki (PTB), Sandra Balthazar de Souza (PTB), Celso Pinheiro (PSB), Valmir Godoi (PSL) e Romário Cruz (PSL).

Mônica Peluso lamentou a atitude dos vereadores que evitaram o quórum na sessão, mesmo estando presentes e a ponto de sentarem, cada qual, em suas cadeiras no plenário.  “Eu vi eles aqui, tinha quórum, eles que foram embora. Isso me deixou muito triste”, disparou.

Ela defendeu ainda o seu Parecer de Regularidade com Ressalvas e disse temer o julgamento pela Câmara, mas que confia plenamente no Poder Judiciário.

“Não sou bandida, não roubei, não devo nada e minha conta está aprovada. Eu tenho medo do julgamento político. Eu acho que eleição se ganha no voto e não no tapetão”, defendeu Mônica que é pré-candidata a prefeita em 2020. 

A ex-prefeita lembrou ainda que o vereador Paulo Broska foi seu diretor do Serviço Municipal de Água e Esgoto (Samae) e era ordenador de despesas e prestava contas. “Ele deve ter contas aprovadas com ressalvas também”, acrescentou.

As contas serão votadas na próxima terça-feira (26)

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