O lamentável espetáculo “familiar” e de desrespeito a uma mulher
Parecia jogo de futebol, com torcidas, palavras deselegantes, gritos, desrespeito a uma mulher e até ameaças. Mas o ambiente não era o de um campinho de várzea, era uma Câmara Municipal e deveria ser respeitada como tal.
A discussão era sobre o projeto de atualização dos quadros de servidores públicos de Antonina, a segunda e derradeira votação. O vereador de oposição conseguiu, após uma campanha “intensa” nas redes sociais, angariar mais dois votos para se somarem ao seu, o que, ainda assim, foi insuficiente para reprovar a matéria. Mas ao ouvir de uma colega mulher algo que o desagradou, interrompeu a vereadora por três vezes, até que ela conseguiu acabar de falar. No entanto, o espetáculo em família só piorou e o pai desse mesmo parlamentar, tendo que ser contido por outras duas pessoas, levantou, interrompeu a sessão aos gritos e, com o dedo apontando para a vereadora, “questionou” e fez uma ameaça velada: “Que palhaçada é essa? Vou sair daqui para não fazer uma merda. Lave sua boca para falar da minha mãe”, disse o filhinho que deveria honrar os cabelos grisalhos, ter controle emocional e não falar dessa forma com uma mulher. Afinal, ele é filho de uma mulher também, que já foi prefeita, mas não conseguiu a aprovação suficiente da população e não foi a escolhida pela maioria nas últimas cinco eleições municipais.
